Policiais penais apreendem crack escondido em peça de carne no Presídio de Igarassu, Grande Recife
Policiais penais do Presídio de Igarassu, no Grande Recife, realizaram a apreensão de pedras de crack escondidas dentro de uma peça de carne, levada por uma mulher que iria visitar um detento na unidade. A ação ocorreu na manhã desta quinta-feira (19), na entrada destinada aos visitantes.
Segundo a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), a droga estava embalada em dois pacotes, totalizando 154 gramas. A mulher que tentou entrar com o entorpecente e o detento foram encaminhados ao Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) da Polícia Civil, que investiga o caso. Até o momento, não houve divulgação dos nomes dos envolvidos.
A descoberta ocorreu por meio de inspeção com scanner nos mantimentos entregues por familiares aos presos. Esta é a terceira apreensão de drogas realizada na unidade em menos de um mês.
No início de junho, um homem foi preso ao tentar entrar com 210 gramas de maconha escondidos dentro de ovos. Imagens da Polícia Civil mostraram policiais penais quebrando as cascas para retirar a droga. Também no final de maio, foram encontrados 378 gramas de maconha escondidos em caixas de aveia durante uma vistoria nos alimentos.
Esquema de corrupção no presídio
O Presídio de Igarassu já foi alvo da Operação La Catedral, desencadeada pela Polícia Federal no fim de fevereiro, que desarticulou um esquema de corrupção no local. As investigações indicaram que um detento comandava atividades criminosas de dentro da cadeia com o apoio de servidores do sistema prisional.
Entre as irregularidades descobertas estavam o uso e a produção de drogas dentro da unidade, além de regalias concedidas a presos. Na primeira fase da operação, foram presos o ex-diretor do presídio e quatro policiais penais. A segunda fase, realizada em abril, teve como alvo o ex-secretário da pasta.
Na residência do ex-secretário, localizada no bairro do Prado, foram apreendidos arma funcional, celulares e um veículo. As apurações incluem crimes como corrupção ativa e passiva, prevaricação, facilitação de entrada de objetos ilícitos, tráfico de drogas e organização criminosa.
O inquérito da Polícia Federal aponta que presos, conhecidos como chaveiros, repassavam propina ao ex-diretor Charles Belarmino, e que o ex-secretário André de Araújo Albuquerque teria recebido parte desse dinheiro.
As investigações da Polícia Federal e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) continuam em segredo de Justiça.
