Pitbull ataca adolescente de 15 anos em Jaboticabal (SP); moradores relatam medo e histórico de fugas
O ataque de um cão da raça pitbull a uma adolescente de 15 anos causou grande preocupação no bairro onde o caso aconteceu, em Jaboticabal (SP), no último fim de semana. A mãe da jovem relatou o susto ao ser informada do ocorrido, que foi registrado por câmeras de segurança.
Durante o ataque, o animal chegou a subir em um carro para tentar alcançar outros adolescentes, incluindo a irmã da vítima. Um vizinho que lavava o carro na rua interveio jogando um balde de água no cão, o que fez com que ele soltasse a adolescente. A jovem teve ferimentos leves, foi medicada e está em recuperação em casa.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o caso foi registrado como omissão de cautela na guarda ou condução de animais e encaminhado à Delegacia de Jaboticabal. A EPTV tentou contato com o proprietário do pitbull, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Ataques anteriores geram tensão no bairro
Moradores da região afirmam que o mesmo pitbull já havia escapado outras vezes. Um dos casos mais graves ocorreu em 9 de maio, quando o cão atacou o cachorro de uma vizinha. Segundo ela, o animal de pequeno porte quase morreu devido à gravidade dos ferimentos.
“Estava lavando a calçada quando vi o pitbull escapar. Joguei a mangueira para dentro e tentei fechar o portão, mas ele passou por baixo. Quando viu meu cachorro, partiu pra cima”, relatou a tutora, que preferiu não se identificar.
Ela contou que precisou da ajuda do marido para tentar conter o ataque. “Ele bateu com um rodo, que chegou a quebrar, depois com um pedaço de madeira, e nada. O cachorro só soltou quando o nosso escapou por um corredor.”

O cão ferido passou por duas cirurgias de emergência. “Quase perdi meu cachorro. Rompeu o cordão inguinal e os órgãos saíram para fora. Dez dias depois, a cirurgia abriu e o intestino dele caiu na minha mão. Foi desesperador”, contou.
Apesar de o dono do pitbull ter se oferecido para ajudar com os custos da primeira cirurgia, a família preferiu não aceitar. “Nem se ele pagasse tudo compensaria o sofrimento. O medo agora é constante. Temos comércio, e clientes têm receio de passar por aqui. Estamos assustados.”
