Com ações simples, construtora consegue economizar cerca de 5 mil litros de água por mês em cada obra
O mundo celebra neste dia 05 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente, com grandes desafios a serem enfrentados. Entre os principais problemas ambientais apontados pela Organização das Nações Unidas (ONU), estão a poluição, as mudanças climáticas, a escassez hídrica, o excesso da população e a gestão dos resíduos sólidos.
Para superar esses desafios globais, somente a união de todos os agentes da sociedade será efetiva, portanto, todos devem fazer sua parte. A construção civil tem implementado boas práticas desde as mais simples até as mais tecnológicas para contribuir com a sustentabilidade do planeta.
Rogério Miranda Alves, engenheiro de Segurança do Trabalho da MRV, empresa do grupo MRV&CO, destaca que a empresa investe na preservação e reuso da água, além de fazer a gestão sustentável dos resíduos sólidos.
“Fazer o reuso de água no nosso setor é fundamental. Nas obras da MRV, por exemplo, busca-se aproveitar ao máximo esse recurso, não só por meio de processos mais sustentáveis, mas também por um trabalho contínuo de conscientização dos colaboradores”, destaca Rogério.
De acordo com a Organização das Nações Unidas, uma pessoa necessita de 3,3 mil litros de água por mês. A engenheiro contabiliza que, por obra, são cerca de cinco mil litros de água economizados com as ações.
O engenheiro de segurança do trabalho explica que ações simples, se replicadas em larga escala, podem fazer muita diferença. Uma das ações frequentemente realizadas é a lavagem das pontas das betoneiras que são usadas nos canteiros de obras da MRV em Goiás. “Todo o volume de água coletado durante a lavagem desse equipamento é depositado num tanque para decantação (descida da sujeira mais pesada para o fundo). Depois, essa água é levada para uma bacia de brita e vai para uma caixa d’água onde fazemos o reuso, ao regar plantas dos jardins e canteiro em volta da obra e para redução da poeira no terreno”, detalha Rogério.
Outro processo adotado pela MRV em suas obras em Goiás é o reúso da água que cai dos drenos dos aparelhos de ar-condicionado, instalados nas salas administrativas dos canteiros. “Instalamos um jardim suspenso e direcionamos o dreno direto para o jardim. Ele goteja diretamente e de forma constante no jardim, mantendo-o bem úmido”, conta ele. O procedimento está sendo feito em cinco obras da empresa em Goiás no momento e já gera bons resultados. “Em um período de uma hora, são gerados em média 1,2 litros de água. Já em 6 horas de uso, que é o tempo estimado que cada equipamento fica ligado por dia, são 7,2 litros reaproveitados. Considerando três aparelhos de ar condicionado por obra, economizamos e reaproveitamos 475,2 Litros de água ao mês, um benefício para o meio ambiente e para a horta, que fica sempre bem regada”, diz o engenheiro de segurança do trabalho.
Outra boa prática é o aproveitamento de água da lavagem de mãos dos sanitários. Em ao menos quatro canteiros da empresa na regional Goiás, a ação é realizada. “Fazemos o reaproveitamento da água do tanque de lavagem das mãos dos banheiros masculinos, direcionado direto para a limpeza do mictório, reduzindo bastante a quantidade de descargas do mictório. Considerando a economia de 2 litros de água, por colaborador; em uma obra com 100 colaboradores, economizamos 4200 Litros de água com o reuso ao mês”, informa ele, acrescentando que essa é uma ação simples, praticamente sem custo, que tem um impacto imediato no consumo de água potável, e sem a necessidade de tratamento.
Ação positiva também na área de resíduos
Rogério Miranda informa que nas obras da MRV são reciclados papéis, plásticos, metais e madeira, todos os resíduos segregados são destinados a empresas de reciclagem que tem as devidas licenças para operar, essas empresas transformam o material reciclado em novas matérias.
Ele informa que na obra são dispostas baias de segregação, onde é identificado o que deve ser destinado, especificando cada tipo de resíduo. Quando as baias estão cheias, um caminhão recolhe todo o material e leva para a empresa de reciclagem. Dependendo de cada obra e da etapa que ela está, os volumes reciclados e reaproveitados variam, mas de acordo com ele são cerca de 300 kg de sucata, 7 m³ de papel e 7,5 m³ de plástico em cada obra por mês.
“Pode não parecer muito, mas todo o resíduo que produzimos no planeta vai para algum lugar e se não for reaproveitado ou direcionado corretamente pode chegar aos rios, mares, boieiros ou semelhantes. Quando fazemos a reciclagem voltamos a matéria ao ciclo; quando fazemos o material voltar ao ciclo deixamos de captar recurso da natureza e evitamos a poluição, e isso faz com que diminua a quantidade de lixo no planeta. Essa ação é necessária para manter a qualidade do ar, de água e vida”, destaca Rogério Miranda Alves.
