DIU Hormonal ou não hormonal? Qual é o melhor para a pele?
Devido às alterações hormonais cíclicas, é normal que as mulheres possam apresentar alterações na pele, não é mesmo?
Muitas mulheres apresentam dificuldade em tomar pílulas anticoncepcionais e isso pode desregular ainda mais os hormônios e consequentemente a pele.
Sendo assim, em busca de uma alternativa prática, segura e com menos contra indicações, o DIU surgiu como uma excelente opção contraceptiva.
Mas, afinal, qual escolher, o DIU Hormonal ou DIU Não Hormonal? Qual é melhor para a pele? No artigo de hoje, vamos apresentar informações sobre esses tipos de DIU que irão te ajudar a entender melhor a diferença entre eles.

Vamos lá?
O que é DIU Hormonal?
Dispositivo revestido pelo hormônio levonorgestrel, subtipo sintético de progesterona que evita gravidez, pois afina o endométrio e altera o muco cervical, fazendo com que o interior do útero fique hostil à fecundação.
Muito indicado para mulheres que sofrem com cólicas e fluxo menstrual intenso, uma vez que a progesterona afina a camada interna do útero que descama no período da menstruação, amenizando o ciclo e diminuindo o desconforto.
Por conta da liberação de hormônio contido no SIU (Sistema IntraUterino), mais de 40% das mulheres param de menstruar após 6 meses de uso.
Com 5 anos de eficácia, o DIU Hormonal também é tratamento para mulheres com endometriose ou adenomiose.
Vale lembrar que DIU hormonal apresenta 2 tipos atualmente no Brasil: DIU Mirena e DIU Kyleena, sendo diferenciados pelo tamanho e quantidade total de hormônio.
O que é DIU não hormonal?
O DIU não hormonal é composto normalmente pelo cobre, substância que liberada no interior do útero provoca alterações no muco e pH, tornando o ambiente hostil à fecundação.
Existem dois tipos principais de DIU não hormonal: DIU de cobre e DIU de prata.
Os DIUs não hormonais não interferem no ciclo ovulatório e são ótimas opções para mulheres que tem contraindicação ao uso hormonal. Como efeito colateral, podem provocar aumento do fluxo menstrual e das cólicas.
Atualmente, temos o DIU de prata, possuindo um combinado de cobre e prata. Essa combinação tem a intenção de diminuir a oxidação do cobre, mesmo sendo um evento raro.
Por isso, o DIU de prata tende a diminuir a chance de fluxo e cólicas menstruais intensas causadas pelo cobre.
A duração do DIU de prata é de cerca de 5 anos e enquanto o DIU de cobre tem duração de 10 anos.
DIU x Gravidez
Por mais que o risco de gravidez com o DIU seja muito baixo, essa possibilidade existe, pois, nenhum método contraceptivo é 100% seguro.
Caso uma mulher engravide enquanto usa o DIU, ele deve ser removido imediatamente. Quando ele não é retirado, ocorre aumento das taxas de abortamento.
Durante o terceiro trimestre de gestação, caso o DIU não tenha sido removido no início da gestação, há maior risco de parto prematuro e infecção intrauterina.
Vantagens do DIU
As vantagens de usar DIU são
– Método prático e de longa duração;
– Não existe interferência no contato íntimo;
– Não há esquecimentos;
– A fertilidade volta ao normal após retirar;
Essas informações são para o DIU num geral, mas dependendo do tipo, pode ter outras vantagens e desvantagens individuais, por isso a recomendação é conversar com um ginecologista quando for escolher o melhor método.
O valor para colocar DIU é semelhante entre os diferentes tipos de DIU, a única diferença está no preço dos dispositivos.
Sendo assim, separamos algumas vantagens e desvantagens específicas do DIU não hormonal e do DIU hormonal. Confira!
DIU não hormonal
Vantagens
– Não libera hormônio;
– Geralmente tem menos efeitos colaterais no corpo, como alterações de humor ou diminuição da libido;
– Pode ser utilizado em qualquer idade;
– Não interfere na amamentação;
Desvantagens
– Existe um risco de aumento do fluxo menstrual;
– Aumento de cólicas menstruais
DIU hormonal
Vantagens
– Diminui o risco de câncer endométrio;
– Redução do fluxo menstrual;
– Alívio das cólicas menstruais;
– Pode ser usado no tratamento de endometriose ou miomas;
Desvantagens
– Eventual sangramento genital irregular;
– Podem formar cistos nos ovários;
Como o DIU é colocado?
O procedimento para implantar o DIU é simples, durando de 15 a 20 minutos, podendo ser feito no consultório ginecológico.
Sua colocação pode ser feita em qualquer período, porém, é mais recomendado durante a menstruação, pois o colo do útero está mais dilatado.
Para realizar a inserção, a paciente fica em posição ginecológica e a médica insere o DIU até o útero.
Após ter colocado, a médica deixa um pequeno fio dentro da vagina, que indica que está encaixado corretamente. O fio pode ser sentido com o dedo, mas não é sentido com contato íntimo.
O procedimento não necessita de anestesia, por isso, pode ocorrer algum tipo de desconforto durante o procedimento.
Qual é o melhor para a pele?
O DIU hormonal contém progesterona sintética. Essa progesterona tem ação androgênica no corpo, ou seja, aumenta os níveis dos andrógenos, aumentando a produção de sebo pelas glândulas sebáceas, o que, consequentemente, torna a pele mais oleosa, favorecendo o surgimento da acne.
Vale lembrar que esse é um processo que ocorre principalmente nos primeiros meses após a inserção do DIU hormonal. Após o período de adaptação, que varia de 3 a 6 meses, o corpo se adapta ao novo método.
Mulheres que já sofrem com pele acneica, é importante acompanhamento conjunto com a dermatologista para o tratamento mais adequado da pele.
Já o DIU não hormonal, atua apenas como método de barreira, não liberando nenhum hormônio no útero. Portanto, o DIU não hormonal não irá interferir na pele, sua característica permanecerá igual ao das mulheres que não usam métodos anticoncecpcionais.
Concluímos então que o DIU não hormonal interfere menos na pele do que o DIU hormonal, entretanto, os efeitos do DIU hormonal costumam ser transitórios até o período de adaptação. Cada caso deve ser individualizado e avaliar, além da pele, outros quesitos para indicar o melhor DIU no seu caso.
Conclusão
No artigo de hoje, vimos as vantagens, desvantagens, características dos DIUs hormonais e não hormonais.
E agora, você já sabe qual escolher? Antes de qualquer decisão, marque uma consulta e busque informações mais detalhadas com o seu médico de confiança.
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Estatística
Segundo o Censo Demográfico 2010, do IBGE, a proporção de adolescentes e jovens mulheres brasileiras entre 15 e 19 anos que não estão inseridas no mercado de trabalho ou na escola é maior entre as que já tiveram filhos do que em relação às que nunca foram mães.
Entre as que já tiveram filhos, a taxa de fecundidade entre adolescentes e jovens mulheres que se declararam como pretas e pardas está em patamares superiores (69%). Em 3 de janeiro de 2019, foi sancionada a Lei 13.798, que incluiu no Estatuto da Criança e do Adolescente o artigo 8-A, instituindo a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, nos primeiros dias de fevereiro.
