Araguacema registra mais de 450 vítimas de violência doméstica e reforça combate ao feminicídio

Mais de 450 mulheres foram vítimas de violência doméstica em Araguacema entre 2021 e 2025. Além disso, o município contabilizou três feminicídios consumados e três tentativas de assassinato no mesmo período.
Diante desse cenário, o Poder Judiciário do Tocantins promoveu uma ampla mobilização para fortalecer a prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher. As ações ocorreram nesta segunda-feira (8), durante o projeto JUS em Ação, realizado na comarca do município.
Além da conscientização da população, a iniciativa buscou ampliar a rede de proteção às vítimas e incentivar a denúncia de casos de violência.
Banco Vermelho reforça luta contra o feminicídio
Um dos destaques da programação foi a assinatura do Termo de Cooperação do Projeto Banco Vermelho pelo Fim do Feminicídio. Em seguida, autoridades instalaram o monumento na orla da cidade.
O Banco Vermelho é um símbolo internacional de combate ao feminicídio. Por isso, a iniciativa pretende chamar a atenção da população para a violência de gênero e para a importância da denúncia.
Além disso, o projeto prevê atividades educativas voltadas a estudantes, servidores públicos e lideranças comunitárias.

Oficinas levam conscientização às escolas
A programação também incluiu a Oficina do Banquinho Vermelho, realizada na Escola Municipal José Wilson Leite.
Durante as atividades, a equipe técnica da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid) abordou temas como respeito, igualdade de gênero e prevenção da violência.
Dessa forma, crianças e adolescentes tiveram acesso a conteúdos educativos por meio de atividades lúdicas e participativas.
Rede de proteção ganha reforço
Ainda durante o evento, representantes do Judiciário, da Prefeitura e de instituições parceiras participaram de um encontro para discutir o fortalecimento da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher.
Segundo a presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins, desembargadora Maysa Vendramini Rosal, ações como a implantação do Banco Vermelho ampliam a conscientização e fortalecem a proteção das mulheres.
Além disso, ela destacou que o trabalho conjunto entre instituições contribui para salvar vidas e ampliar o acesso aos mecanismos de apoio.

A coordenadora da Cevid, juíza Cirlene de Assis, também ressaltou a importância da iniciativa. Conforme explicou, o projeto aproxima o Judiciário da realidade dos municípios e fortalece a articulação da rede de atendimento.
“O Banco Vermelho representa o nosso compromisso permanente de combater o feminicídio e manter viva a conscientização sobre a importância da prevenção. Mais do que um símbolo, ele convida toda a comunidade a participar dessa rede de cuidado e proteção”, afirmou.
Prefeitura destaca importância da capacitação
O prefeito de Araguacema, Marcus Vinicius Moraes Martins, avaliou positivamente a ação promovida pelo Judiciário.
Segundo ele, o encontro permitiu ampliar o conhecimento sobre acolhimento, atendimento e proteção às mulheres vítimas de violência.
Além disso, o gestor destacou que o fortalecimento da rede local contribui para um atendimento mais eficiente e humanizado.

Programa oferece acolhimento a servidoras
Durante a passagem do JUS em Ação pela comarca, a Cevid também apresentou o Programa de Proteção, Acolhimento Humanizado e Solidário (PAHS).
A iniciativa oferece suporte e acolhimento às mulheres que integram o Poder Judiciário. Além disso, o encontro marcou a formação da rede acolhedora da comarca.
Por fim, a juíza Cirlene de Assis convidou servidores e comunidade para a palestra “Violência Patrimonial contra a Mulher”, marcada para o dia 17 de junho, às 14 horas, no auditório do Tribunal de Justiça do Tocantins. O evento terá transmissão ao vivo pelo canal da Esmat no YouTube.

