Explosão, galão com gasolina e investigação: o que se sabe sobre os corpos encontrados carbonizados no Tocantins

A morte de Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, e do padrasto dela, Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, continua cercada de perguntas. Corpos foram encontrados carbonizados dentro de uma residência em Araguaína, no norte do Tocantins, na tarde de quarta-feira (3).
O caso ganhou repercussão após a divulgação de detalhes encontrados no local do incêndio e também pelo fato de Ivano possuir uma condenação antiga pela morte de outra jovem.
Confira abaixo o que já se sabe sobre o caso.
Como o incêndio começou?
Ainda não há uma resposta oficial para essa pergunta.
Segundo testemunhas, uma explosão foi ouvida pouco antes do início do incêndio. Logo depois, moradores tentaram entrar no imóvel para socorrer as vítimas, mas não conseguiram por causa das chamas e da fumaça.
A Polícia Civil aguarda os resultados das perícias para esclarecer o que provocou o fogo.
Onde as vítimas foram encontradas?
O Corpo de Bombeiros encontrou os dois corpos dentro de um quarto da residência.

Laiane estava sob um guarda-roupa. Já Ivano foi localizado sobre os restos de uma cama destruída pelas chamas.
Além disso, a Polícia Militar informou que ambos estavam sem roupas na parte inferior do corpo.
O que a polícia encontrou na casa?
Durante os trabalhos no imóvel, os policiais apreenderam um galão com vestígios de gasolina.
O material será analisado e poderá ajudar os investigadores a entender a dinâmica do incêndio.
O que diz a investigação?
A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso ainda está em fase inicial.
Por isso, os investigadores não confirmam nenhuma linha de apuração neste momento. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) conduz o inquérito.
Enquanto isso, os laudos periciais e os exames realizados pelo Instituto Médico Legal devem auxiliar no esclarecimento do caso.
Quem era Ivano Vaz Cunha?
Documentos da Justiça obtidos pela TV Anhanguera mostram que Ivano foi condenado a 35 anos de prisão pelo homicídio de uma jovem em 2009.
Segundo os registros, a vítima seria sua enteada. Posteriormente, ele conseguiu progressão de regime e passou a cumprir pena fora da prisão.
Ivano usava tornozeleira eletrônica?
Sim.
A Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que Ivano utilizava monitoramento eletrônico por determinação judicial.
Segundo a pasta, ele tinha autorização para trabalhar externamente e se deslocar pelo estado em razão de suas atividades profissionais.
A secretaria também afirmou que comunicava ao Poder Judiciário todas as ocorrências registradas pelo sistema de monitoramento.
O caso já foi esclarecido?
Não.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou conclusões sobre as circunstâncias das mortes.
As investigações continuam e novas informações devem surgir após a análise dos laudos e demais provas coletadas no local.
