Polícia Civil prende suspeitos de homicídio ligado a facção em Paraíso do Tocantins

A Polícia Civil do Tocantins cumpriu, na tarde desta quarta-feira (27), dois mandados de prisão preventiva contra suspeitos de participação em um homicídio registrado em janeiro, em Paraíso do Tocantins.
A ação foi realizada pela 6ª Divisão de Combate ao Crime Organizado (DEIC), de Paraíso do Tocantins.
Um dos presos foi identificado pelas iniciais R.V.S., de 22 anos, conhecido como “Cara de Anjo”. Segundo a Polícia Civil, ele é apontado como o executor do assassinato de Diego dos Santos Lima.
O crime aconteceu na noite de 11 de janeiro de 2026, no setor Vila Regina.
Investigação apontou dinâmica do crime
De acordo com o delegado-chefe da 6ª DEIC, Antônio Onofre Oliveira da Silva Filho, as investigações indicaram que o suspeito entrou no imóvel por uma janela.
A vítima foi encontrada morta dentro do quarto. Conforme a Polícia Civil, a análise do local ajudou os investigadores a reconstruir a dinâmica do homicídio.
A casa estava trancada por dentro, e a janela do quarto estava aberta, segundo a apuração.
Motivação teria ligação com furtos no setor
Ainda conforme a Polícia Civil, o crime teria sido motivado por conflitos envolvendo furtos no setor Vila Regina.
As investigações apontaram que a vítima estaria cometendo furtos na região, o que teria aumentado a presença policial no bairro.
O delegado informou ainda que Diego teria furtado drogas de um traficante apontado como liderança local de uma facção criminosa.
Segundo suspeito estava preso
O segundo mandado foi cumprido contra B.R.V., conhecido como “Israel”. Ele já estava na Unidade Penal de Paraíso do Tocantins, onde cumpre pena por outros crimes.
Segundo a Polícia Civil, ele é apontado como um dos articuladores do homicídio.
A investigação indica que B.R.V. seria o traficante que teve o entorpecente furtado e teria determinado a morte da vítima.
Investigações continuam
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis integrantes da facção criminosa envolvidos no crime.
O delegado Antônio Onofre destacou que as prisões fazem parte da estratégia de repressão qualificada ao crime organizado na região.
Segundo ele, o trabalho de inteligência da 6ª DEIC foi fundamental para esclarecer a motivação e a autoria do homicídio.
