Esquerda de Gustavo Petro vence eleições legislativas na Colômbia

A esquerda de Gustavo Petro na Colômbia saiu vitoriosa nas eleições legislativas realizadas no domingo (8). O grupo político do presidente conquistou a maior bancada tanto na Câmara quanto no Senado, fortalecendo sua posição para a disputa presidencial marcada para 31 de maio.
O resultado coloca o partido de Petro, o Pacto Histórico, em vantagem na corrida política contra o campo conservador.
Congresso ficará fragmentado
Mesmo com a vitória da esquerda de Gustavo Petro na Colômbia, o novo Congresso deve continuar fragmentado. A posse dos parlamentares está prevista para 20 de julho.
Segundo projeções, o Pacto Histórico elegeu 25 dos 103 senadores e 40 deputados de um total de 188 cadeiras. Como o resultado oficial ainda não havia sido consolidado, os números podem sofrer pequenas alterações.
A fragmentação indica que alianças políticas serão necessárias para garantir maioria e aprovar projetos no Legislativo.
Eleições medem clima antes da disputa presidencial
As eleições legislativas são consideradas um termômetro político antes das eleições presidenciais.
Entre os principais nomes na disputa estão o senador Iván Cepeda, aliado de Petro, e o advogado conservador Abelardo de la Espriella, que declara admiração por líderes como Nayib Bukele e Donald Trump.
A votação também influencia os últimos meses do governo Petro, que não pode disputar a reeleição.
Reformas travadas no Congresso
Nos últimos anos, parte das propostas do governo enfrentou resistência no Parlamento.
Entre os projetos barrados estão a reforma do sistema de saúde e uma mudança tributária voltada para reduzir o déficit fiscal.
Em resposta, Petro organizou manifestações populares e fez críticas ao Congresso, que perdeu credibilidade entre parte do eleitorado após sucessivos escândalos de corrupção.
Violência marcou o período eleitoral
A disputa política na Colômbia também segue marcada pelo impacto do conflito armado que há décadas influencia a vida política do país.
Durante o período eleitoral, ataques guerrilheiros foram registrados no sul do território colombiano. Rebeldes chegaram a atacar dois locais de votação durante a apuração dos votos, mas não houve feridos.
Observadores eleitorais também apontaram episódios de violência contra líderes políticos, incluindo o assassinato do candidato de direita Miguel Uribe Turbay no ano passado.
Guerrilhas continuam influentes
Outro fator que complica o cenário político colombiano é a presença de grupos armados de extrema esquerda, como as Farc e o Exército de Libertação Nacional (ELN).
Com o passar dos anos, essas organizações perderam parte do caráter político e passaram a atuar como grupos ligados ao crime organizado.
