Marinha reforça buscas por crianças desaparecidas há 14 dias em mata no Maranhão
Mergulhadores da Marinha vão reforçar, a partir deste sábado (17), as buscas pelos irmãos Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos há 14 dias em Bacabal, no interior do Maranhão. A informação foi divulgada pelo governador Carlos Brandão.
Segundo o governador, 11 militares participarão da operação, que contará com um side scan sonar, equipamento capaz de localizar objetos submersos em águas turvas ou profundas por meio de ondas sonoras. A ação também terá apoio de lancha voadeira e motoaquática. A equipe enviada de São Luís deve chegar ao município por volta das 15h.
Brandão afirmou ainda que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) ampliou as ações em campo e nas rodovias para ajudar na localização das crianças. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as buscas terrestres já fizeram varredura em uma área de mata superior a 3,2 km².

Na última quarta-feira (15), as buscas no lago da região foram intensificadas, e o Rio Mearim também passou a integrar as operações. A força-tarefa recebeu reforço de outros estados, com a chegada de bombeiros do Pará e do Ceará, além de cães farejadores.
Cães apontam presença em casa abandonada
Durante as buscas realizadas na quinta-feira (15), cães farejadores indicaram que os irmãos e o primo Anderson Kauã, de 8 anos — resgatado no dia 7 de janeiro — estiveram em uma casa abandonada às margens do Rio Mearim, conhecida como “casa caída”, no povoado São Raimundo, na zona rural de Bacabal.
A estrutura é simples, feita de barro e madeira, coberta por palha, e pode servir como abrigo para pescadores. No local, foram encontrados colchão, botas e um banco. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, não havia sinais da presença de outras pessoas, e os cães identificaram apenas o cheiro deixado pelas crianças.

Buscas por quadrantes
De acordo com o Corpo de Bombeiros, as equipes passaram a atuar com uma varredura por quadrantes para garantir uma busca detalhada. Cada área tem cerca de 90 mil metros quadrados, totalizando 45 quadrantes, dos quais 25 já foram vistoriados.
A estratégia foi definida com base em pontos considerados essenciais para o mapeamento, incluindo o local de onde as crianças saíram, onde roupas foram encontradas e onde um dos meninos foi visto pela última vez.

Cerca de 500 pessoas participam das buscas, entre bombeiros, forças de segurança, militares, equipes ambientais e voluntários. Paralelamente, a Polícia Civil segue investigando o caso, enquanto o Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA) realiza acompanhamento com familiares.
