Elefante-marinho invade Avenida Beira Mar em Tramandaí RS
Um elefante-marinho chamou a atenção de veranistas na manhã desta quarta-feira (31) ao sair da faixa de areia e acessar a Avenida Beira Mar, na região central de Tramandaí, no Litoral do Rio Grande do Sul. Em busca de abrigo do sol forte, o animal acabou provocando a interdição temporária da área, que foi isolada pelo Comando Ambiental da Brigada Militar. Um vídeo registrou a cena inusitada.
Segundo o médico veterinário Derek Blaese de Amorim, do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o elefante-marinho utilizava a sombra para descansar durante o processo natural de troca de pelagem.
“Durante a manhã, ele ficou escorado em um carro, aproveitando a sombra. Quando o sol ficou mais forte, perto do meio-dia, o animal saiu e retornou ao mar. Ele está passando pela troca de pelagem”, explicou.

O momento de maior movimentação ocorreu justamente no retorno do elefante-marinho ao oceano. O animal acessou a praia pelas dunas e atravessou uma área onde havia banhistas, o que gerou correria entre os veranistas, que retiraram cadeiras, guarda-sóis e caixas térmicas do caminho. Policiais do Comando Ambiental orientaram o público, evitando qualquer incidente.
Apesar do susto, ninguém ficou ferido e a situação foi controlada sem maiores problemas.
Presença comum no litoral brasileiro
Os elefantes-marinhos podem atingir entre 4 e 6 metros de comprimento e pesar até quatro toneladas quando adultos, especialmente os machos. De acordo com Amorim, a presença da espécie no litoral brasileiro não é frequente, mas é considerada comum.
Esses animais possuem colônias reprodutivas principalmente na Argentina e, eventualmente, acabam aparecendo em praias do Brasil. Há registros da espécie no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Espírito Santo.
As autoridades reforçam a orientação para que, em situações semelhantes, a população mantenha distância e evite qualquer tipo de interação com animais silvestres, garantindo a segurança das pessoas e do próprio animal.
