Cardiologista alerta: exame pode salvar a vida de fumantes e ex-fumantes
O cardiologista argentino Jorge Tartaglione fez um alerta sobre os riscos do tabagismo e a dificuldade de abandonar o vício. Segundo ele, fumar é tão viciante quanto a cocaína, mas permanece socialmente aceito. O médico lembrou que perdeu o pai para o câncer de pulmão, após anos de consumo de cigarro.
Um dos pontos destacados foi o impacto do fumo passivo e até do chamado “fumo de terceira mão”, que ocorre quando uma pessoa entra em contato com substâncias do tabaco impregnadas em paredes, roupas e móveis. De acordo com Tartaglione, essas partículas podem permanecer por até nove meses em ambientes fechados, como quartos de hotéis.
Sobre o processo de parar de fumar, o especialista ressalta que a maior barreira é dar o primeiro passo.
— Todo mundo sabe que fumar faz mal. Mas a parte mais difícil para quem fuma é dar o ‘clique’. Convido todos que estão nesse processo a se perguntarem: O que posso fazer para mudar? — afirmou.
O médico também destacou os principais efeitos benéficos de abandonar o cigarro:
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20 minutos após o último cigarro, a frequência cardíaca volta ao normal;
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Em dois dias, a capacidade pulmonar começa a se recuperar;
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Após três anos, o risco de infarto é equivalente ao de um não fumante;
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Entre 10 e 15 anos depois, o risco de câncer de pulmão também se equipara ao de quem nunca fumou.
Para quem já fumou por longos períodos, Tartaglione recomenda a realização de exames de acompanhamento.
— Pessoas que fumaram por vinte anos e pararam, por exemplo, há quinze anos, têm a oportunidade de se submeter a um exame que não só permite a detecção precoce de tumores e nódulos, mas também pode salvar suas vidas: a tomografia computadorizada de baixa intensidade — explicou.
O alerta do especialista reforça a necessidade de políticas de prevenção e conscientização sobre os efeitos nocivos do cigarro, que continua sendo uma das principais causas de morte evitável em todo o mundo.
