Após protesto, Greenpeace entrega estátua de Macron de volta ao museu em Paris
A estátua de cera do presidente francês Emmanuel Macron retornou ao Museu Grévin, em Paris, nesta quarta-feira (4), após ter sido roubada por ativistas do Greenpeace no início da semana como forma de protesto político. A instituição confirmou que a peça está “ilesa e de volta ao seu local de exibição”.
O ato ocorreu na segunda-feira (2), quando militantes da organização ambientalista se passaram por técnicos de manutenção para retirar a figura do chefe de Estado. No dia seguinte, a estátua foi colocada em frente à embaixada russa em Paris, em protesto contra os laços econômicos entre a França e a Rússia, mesmo em meio à guerra na Ucrânia.
Na noite de terça-feira (3), o Greenpeace anunciou a devolução simbólica da peça, posicionando-a em frente à sede da estatal francesa EDF, ao lado de uma placa com os dizeres: “Putin-Macron: Aliados Radioativos”. Em seguida, as autoridades foram alertadas, e a polícia escoltou o contêiner com a estátua de volta ao museu por volta da meia-noite.

Jean-François Julliard, diretor-geral do Greenpeace França, comentou a ação:
“Viemos devolver a estátua de Emmanuel Macron porque, como prometido desde o início, era apenas um empréstimo.”
O Museu Grévin, que chegou a registrar um boletim de ocorrência, encarou o episódio com bom humor. Em seu perfil no Instagram, publicou: “Nossos personagens só podem ser vistos no museu – não podem ser levados embora.”
