Israel pune dois soldados por destruírem estátua de Cristo no Líbano

As forças armadas de Israel retiraram dois soldados do serviço de combate e os colocaram em detenção militar por 30 dias após a destruição de um crucifixo no sul do Líbano. O episódio veio à tona depois da circulação de uma imagem que mostrava um militar golpeando uma escultura de Jesus na cruz em Debel, vila cristã no sul libanês.
Segundo o Exército israelense, a investigação concluiu que um soldado danificou o símbolo religioso, enquanto outro registrou a ação em foto. Outros seis militares estavam no local e não interferiram. A corporação informou ainda que trabalha com a comunidade local para substituir a estátua destruída.
O chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, classificou o episódio como uma falha moral e uma conduta inaceitável. A imagem provocou condenação de políticos israelenses, líderes religiosos e autoridades dos Estados Unidos, ampliando a repercussão do caso.
A Reuters verificou que a foto foi feita em Debel, uma das localidades cristãs do sul do Líbano atingidas pelo atual contexto de confrontos na fronteira. O caso ganhou ainda mais peso porque aconteceu em meio ao cessar-fogo firmado na última quinta-feira (16) entre Israel e Líbano, com mediação dos Estados Unidos.
A punição é vista como incomum dentro das forças armadas israelenses. Segundo a Reuters, grupos de direitos humanos apontam que casos de suposta má conduta frequentemente terminam sem solução ou sem responsabilização mais severa.
