O bloqueio da ponte sobre o Rio Tocantins, na BR-235, entre Pedro Afonso e Tupirama, continua provocando impactos na economia regional. Produtores rurais cobram uma solução do DNIT e alertam para prejuízos na logística, no emprego e na renda das famílias.
A interdição total da ponte sobre o Rio Tocantins, na BR-235, entre os municípios de Pedro Afonso e Tupirama, segue gerando preocupação entre produtores rurais, empresários e moradores da região. Segundo representantes do setor produtivo, o bloqueio da estrutura compromete o transporte de pessoas e mercadorias e amplia os prejuízos para a economia local.
Além disso, a interrupção do tráfego afeta diretamente o escoamento da produção agropecuária, principal atividade econômica da região. Com isso, produtores enfrentam aumento dos custos logísticos e dificuldades para manter a competitividade dos produtos.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente da Cooperativa Agroindustrial do Tocantins (COAPA), Ricardo Khouri, afirmou que a situação já provoca impactos significativos para os cerca de 350 produtores representados pela entidade, distribuídos em 21 municípios.
Segundo ele, o bloqueio da ponte, que já se aproxima de dois meses, intensifica os desafios enfrentados pelos produtores da margem direita do Rio Tocantins. Além do aumento nos custos de transporte, a dificuldade de acesso contribui para a desvalorização da produção agrícola.
Ricardo Khouri também alertou que, caso a situação permaneça sem solução, os prejuízos poderão atingir outros setores da economia regional.
“Até o presente momento, não obtivemos um posicionamento conclusivo por parte do órgão federal responsável, o DNIT. É imperativo que a comunidade receba esclarecimentos sobre as soluções planejadas e se há previsão de liberação do tráfego, ao menos para veículos de pequeno porte, medida que permitiria priorizar as balsas para o escoamento de cargas pesadas”, afirmou.
Logística comprometida preocupa produtores
De acordo com a COAPA, a ausência da ponte compromete a logística de uma das principais regiões produtoras do Tocantins. Dessa forma, o transporte da produção agrícola se torna mais demorado e mais caro.
Ao mesmo tempo, o aumento dos custos reduz a competitividade dos produtos locais e pode afetar toda a cadeia produtiva. Segundo a cooperativa, esse cenário também pode provocar impactos sobre o emprego e a renda das famílias que dependem da atividade agropecuária.
Ricardo Khouri reforçou que o setor produtivo precisa de uma definição sobre as medidas que serão adotadas para restabelecer a mobilidade na região.
Setor cobra posicionamento do DNIT
A cooperativa solicita que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pela rodovia federal, apresente informações sobre o andamento das ações e o cronograma para solucionar o problema.
Além disso, a entidade defende que o órgão avalie a possibilidade de liberar o tráfego para veículos de pequeno porte, caso as condições de segurança permitam. Segundo a COAPA, essa medida ajudaria a reduzir a pressão sobre o sistema de balsas, que atualmente concentra o transporte de cargas pesadas.
Por fim, a cooperativa afirma que uma definição rápida é essencial para que produtores rurais e empresários possam planejar as próximas etapas da safra e minimizar os impactos econômicos causados pela interdição da ponte.
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