Pesquisa apoiada pela Fapt avalia se protocolos de agrotóxicos protegem espécies brasileiras

Os protocolos de agrotóxicos utilizados internacionalmente estão sendo avaliados por pesquisadores do primeiro Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) sediado no Tocantins. O estudo, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt), busca verificar se esses métodos oferecem proteção adequada às espécies brasileiras que vivem no solo.
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Os protocolos de agrotóxicos adotados em diversos países estão no centro de uma pesquisa desenvolvida no Tocantins.
Além disso, o estudo integra as atividades do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Ecotoxicologia Terrestre (INCT TerrEcotox), o primeiro INCT sediado no estado.
O projeto recebe investimento total de R$ 3,58 milhões.
Desse total, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt) investe R$ 2,04 milhões.
Já o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) destina R$ 1,53 milhão.
Pesquisa busca adaptar métodos à realidade brasileira
O estudo é coordenado pelo professor Renato Sarmento e pela professora Vanessa Oliveira, da Universidade Federal do Tocantins (UFT).
Segundo os pesquisadores, o objetivo é verificar se os protocolos internacionais utilizados para avaliar agrotóxicos conseguem proteger espécies nativas brasileiras.
Atualmente, grande parte desses métodos utiliza organismos de outros países como referência.
Por isso, a equipe realiza os mesmos testes com espécies brasileiras que vivem no solo.
Dessa forma, será possível identificar se os critérios internacionais atendem às condições ambientais do Brasil ou se precisarão de adaptações.
Organismos do solo desempenham papel essencial
A pesquisa concentra os estudos em organismos que vivem no solo.
Entre eles, estão os colêmbolos, conhecidos como pulgas de jardim.
Esses pequenos animais contribuem para a decomposição da matéria orgânica e para a ciclagem de nutrientes.
Além disso, ajudam na manutenção da qualidade dos ecossistemas.
Segundo a vice-coordenadora Vanessa Oliveira, compreender os efeitos das substâncias químicas sobre essas espécies é fundamental para preservar a biodiversidade.
Projeto fortalece a ciência no Tocantins
O INCT TerrEcotox representa o primeiro Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sediado no Tocantins.
Com isso, o estado passa a integrar um dos principais programas de pesquisa científica do país.
Segundo o coordenador Renato Sarmento, a aprovação demonstra a capacidade das instituições tocantinenses de desenvolver estudos estratégicos.
Além disso, amplia a participação do estado em pesquisas de alto impacto científico e tecnológico.
O presidente da Fapt, Gilberto Ferreira, afirmou que o projeto fortalece a produção científica e a formação de pesquisadores.
Resultados poderão contribuir para futuras decisões
Os pesquisadores já adaptaram protocolos para uma espécie nativa de colêmbolo.
Ao mesmo tempo, outras espécies seguem em avaliação.
As pesquisas ocorrem nos campi da UFT em Palmas e Gurupi.
Além disso, contam com a colaboração de cerca de 100 pesquisadores ligados a universidades e centros de pesquisa do Brasil e de Portugal.
Os resultados poderão subsidiar estudos sobre avaliação ambiental de agrotóxicos.
Por fim, as informações também poderão contribuir para o desenvolvimento de metodologias mais adequadas aos ecossistemas brasileiros e apoiar futuras análises técnicas relacionadas à regulamentação desses produtos.
