Produtores rurais Maurício Buffon e Dari Fronza avaliam que o novo Plano Safra precisa ampliar o acesso ao crédito, facilitar a renegociação de dívidas e fortalecer a representação política do setor.
Lideranças do agronegócio no Tocantins defenderam mudanças no Plano Safra 2026/2027 para ampliar o acesso dos produtores ao crédito rural. Além disso, pediram maior representatividade política do setor para discutir políticas públicas voltadas ao campo.
As manifestações ocorreram após o Governo Federal anunciar, na terça-feira (30), a destinação de R$ 525 bilhões para fortalecer a agricultura empresarial durante o novo ciclo do programa.
O produtor rural Maurício Buffon, presidente licenciado da Aprosoja Brasil e ex-presidente da Aprosoja Tocantins, afirmou que o volume de recursos é importante. No entanto, segundo ele, muitos produtores continuam encontrando dificuldades para acessar o financiamento.
De acordo com Buffon, parte do setor permanece com restrições de crédito devido às perdas registradas em safras anteriores. Além disso, ele defendeu melhorias nas regras de renegociação de dívidas para ampliar o alcance do programa.
O produtor também avaliou que as taxas de juros praticadas no Brasil permanecem elevadas em comparação com outros países, o que, segundo ele, dificulta novos investimentos no campo.
Representatividade é apontada como prioridade
O produtor Dari Fronza, também ex-presidente da Aprosoja Tocantins, afirmou que muitos agricultores ainda enfrentam inadimplência provocada por dificuldades em safras passadas.
Segundo ele, essa situação impede o acesso ao crédito rural. Por isso, defendeu mudanças permanentes nas regras do programa e maior participação de representantes do setor nas decisões políticas.
Ainda conforme Fronza, o diálogo entre governo e produtores é essencial para construir soluções que atendam às necessidades do agronegócio.
Logística também preocupa o setor
Além do crédito, Maurício Buffon destacou a necessidade de ampliar os investimentos em armazenagem e logística.
De acordo com o produtor, o Brasil enfrenta déficit na capacidade de armazenamento de grãos, situação que impacta diretamente o escoamento da produção.
Nesse sentido, ele defendeu políticas públicas de longo prazo para ampliar a infraestrutura. Segundo Buffon, essas medidas poderiam reduzir gargalos nos portos, diminuir o custo dos fretes e contribuir para maior equilíbrio na oferta de alimentos ao mercado interno.
Medidas podem beneficiar toda a cadeia
As lideranças avaliam que melhorias no acesso ao crédito, na renegociação de dívidas e na infraestrutura logística podem fortalecer a produção agrícola.
Além disso, defendem que uma maior participação política do setor contribua para a construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio e à competitividade da produção brasileira.
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