Tempo seco aumenta problemas respiratórios; médica orienta população no Tocantins

Com a chegada do período de estiagem no Tocantins, especialistas reforçam a importância dos cuidados com a saúde respiratória. A baixa umidade do ar, somada ao aumento da poeira no ambiente, favorece o surgimento e o agravamento de diversas doenças, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.
Segundo a médica especialista em Clínica Médica e diretora clínica do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT/HU Brasil), Cláudia Cunha, a população costuma enfrentar mais dificuldades respiratórias durante os meses mais secos do ano.
Além disso, a profissional explica que o clima seco provoca ressecamento das vias aéreas, dos olhos e da pele, aumentando o desconforto e a vulnerabilidade a infecções.
“É bastante comum observarmos um aumento dos casos de rinite, sinusite, crises de asma e agravamento de doenças pulmonares já existentes durante a estiagem”, destaca a médica.
Baixa umidade aumenta riscos à saúde
De acordo com Cláudia Cunha, outro fator que exige atenção é o risco de desidratação. Esse problema afeta principalmente crianças, idosos e trabalhadores expostos ao calor por longos períodos.
Por isso, a especialista recomenda que a população aumente a ingestão de líquidos ao longo do dia, mesmo sem sentir sede.
“Durante essa época, as pessoas devem reforçar os cuidados com a hidratação e com a saúde respiratória”, alerta.
Além da água, a médica orienta o uso de hidratantes corporais, principalmente após o banho. Da mesma forma, ela recomenda evitar banhos muito quentes e prolongados, que podem intensificar o ressecamento da pele.
Ambientes limpos ajudam na prevenção
Para reduzir os impactos do clima seco, a médica aconselha manter os ambientes limpos e bem ventilados.
Além disso, o uso de umidificadores de ar ou recipientes com água nos cômodos pode contribuir para melhorar a umidade do ambiente, especialmente durante a noite.
Segundo a especialista, pessoas que convivem com doenças respiratórias devem seguir corretamente os tratamentos prescritos e procurar atendimento médico caso percebam piora dos sintomas.
Medidas simples fazem diferença
Entre as recomendações mais importantes estão o aumento da ingestão de água e a redução do tempo de permanência em ambientes excessivamente quentes e secos.
Além disso, a médica orienta que a população mantenha os espaços arejados e evite a exposição prolongada ao sol nos horários de maior calor.

Outra medida importante é evitar atividades físicas intensas durante os períodos mais quentes do dia. Nesse sentido, a recomendação é priorizar exercícios no início da manhã ou no final da tarde.
Por outro lado, a lavagem nasal com soro fisiológico pode aliviar o ressecamento das vias respiratórias e proporcionar mais conforto.
Fumaça e poeira agravam os sintomas
Cláudia Cunha também alerta para os riscos provocados pela exposição à fumaça, queimadas e poeira, fatores que costumam se intensificar durante a estiagem.
Segundo a médica, evitar o contato com esses agentes ajuda a reduzir crises respiratórias e melhora a qualidade de vida da população.
“Essas medidas ajudam a diminuir o desconforto causado pelo clima seco e contribuem para a prevenção de problemas respiratórios”, conclui a especialista.
Com a previsão de continuidade do período seco nos próximos meses, especialistas reforçam que hábitos simples podem fazer grande diferença na proteção da saúde e na prevenção de doenças respiratórias.
