Mostra científica do CEM Tiradentes seleciona projetos para feira nacional em Santa Catarina

A Mostra Científica do CEM Tiradentes chega à sua 15ª edição com destaque para dois projetos selecionados para representar o Tocantins na XI Feira Brasileira de Iniciação Científica (Febic), que ocorrerá entre os dias 14 e 18 de setembro, em Joinville (SC).
O evento será realizado no próximo dia 13 de junho, em Palmas, e apresentará trabalhos desenvolvidos por estudantes da unidade. Além disso, a iniciativa reforça o incentivo do Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), à participação de alunos em atividades de pesquisa e inovação científica.
Projetos abordam inclusão escolar e acessibilidade
Entre os selecionados para a Febic está o projeto “Ciência ao alcance das mãos: maquete tátil do sistema digestório para a inclusão escolar”, desenvolvido pelos estudantes Marcus Felipe Santos Barbosa e Samuel Cabral Prado, sob orientação da professora Juliana Girardello Kern e coorientação de Tatiara de Aguiar Martins Lustosa.
Além disso, o segundo trabalho escolhido foi “Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ensino médio: barreiras e possibilidades inclusivas”, elaborado pelos estudantes Emanuel de Oliveira Barros, Geovana Oliveira Corado e Isadora Borges, com orientação das professoras Juliana Girardello Kern e Eliana Neves.
Os dois projetos surgiram durante o Itinerário Formativo Biologia sem Barreiras.
Maquete tátil amplia acesso ao ensino de Biologia
O projeto sobre acessibilidade busca tornar os conteúdos de Biologia mais inclusivos para estudantes com deficiência visual. Para isso, os alunos desenvolveram uma maquete tátil do sistema digestório humano utilizando materiais de baixo custo e diferentes texturas.
Segundo a professora Juliana Girardello Kern, os resultados já demonstram impactos positivos na comunidade escolar.
“Os resultados parciais revelam avanços na sensibilização da comunidade escolar, no protagonismo estudantil e na criação de soluções pedagógicas inclusivas dentro da escola pública”, destacou.
Além disso, a iniciativa demonstra como ciência, inovação e compromisso social podem contribuir para uma educação mais acessível e transformadora.
Estudo analisa desafios enfrentados por alunos com TEA
Por outro lado, o projeto sobre o Transtorno do Espectro Autista investiga as dificuldades que estudantes autistas enfrentam no ensino médio e busca identificar estratégias para fortalecer a inclusão escolar.
Para desenvolver a pesquisa, os estudantes realizaram levantamento bibliográfico, análise documental, observações no ambiente escolar e rodas de conversa com alunos diagnosticados com TEA.
Conforme a professora Juliana, os estudos apontam que ainda existem barreiras relacionadas à comunicação, à socialização e à adaptação das metodologias de ensino.
Entretanto, as ações promovidas pelo projeto também evidenciam avanços importantes na conscientização da comunidade escolar e no fortalecimento de práticas mais acolhedoras.
Estudantes celebram oportunidade na Febic
A estudante Isadora Borges Aguiar destacou que a pesquisa nasceu a partir das experiências vividas em sala de aula.
“Observamos situações de inclusão e também desafios enfrentados por colegas autistas. Por isso, buscamos contribuir para uma educação mais inclusiva”, afirmou.
Além disso, Isadora demonstrou entusiasmo com a participação na feira nacional.
“Espero adquirir novos conhecimentos, conhecer outros projetos e voltar para casa com uma visão ainda mais ampla sobre ciência, educação e inclusão”, ressaltou.
Da mesma forma, o estudante Marcus Felipe Santos Barbosa destacou o aprendizado proporcionado pelo projeto da maquete tátil.
“Aprendi muito sobre inclusão e sobre como pequenas adaptações podem fazer grande diferença na aprendizagem dos estudantes com deficiência visual”, comentou.
Ciência e inclusão ganham destaque nacional
Com a classificação para a Febic, os estudantes do Centro de Ensino Médio Tiradentes levam ao cenário nacional pesquisas que unem ciência, acessibilidade e inclusão social.
Dessa forma, a escola reforça o protagonismo estudantil e evidencia como a pesquisa científica pode gerar soluções práticas para desafios presentes no ambiente educacional.
