Onda de calor coloca Itália em alerta e bate recordes na França e em Portugal

A Itália declarou alerta vermelho nesta quinta-feira (28) para Roma e outras quatro cidades por causa da onda de calor que atinge a Europa Ocidental. O aviso também vale para Florença, Bolonha, Turim e Brescia.
O alerta vermelho é o nível mais alto adotado pelo Ministério da Saúde italiano. Ele indica risco à saúde de pessoas vulneráveis e também de pessoas saudáveis e ativas.
A onda de calor começou no início desta semana e afeta principalmente países como França, Reino Unido, Itália, Espanha e Portugal. O fenômeno tem provocado temperaturas incomuns para o mês de maio.
Segundo meteorologistas, o calor extremo é causado por uma “cúpula de calor”. Esse sistema mantém ar quente vindo do norte da África preso sob uma área de alta pressão sobre a Europa.
Calor chega antes do verão europeu
O episódio ocorre ainda na primavera no Hemisfério Norte. O verão europeu começa oficialmente em 21 de junho.
Mesmo assim, várias regiões registram temperaturas típicas do período mais quente do ano. Na Itália, Roma registrou cerca de 32°C nesta quinta-feira, enquanto turistas buscavam sombra perto do Coliseu.
As autoridades italianas orientaram a população a evitar exposição direta ao sol. Além disso, recomendaram hidratação constante e atenção especial a idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
Em Turim, a onda de calor também causou impacto na infraestrutura. Segundo a Reuters, a cidade registrou apagões provocados pela sobrecarga no sistema elétrico durante o período de calor intenso.
França e Portugal registram marcas históricas
A situação também preocupa na França. O país registrou recordes de temperatura para maio, com várias cidades atingindo marcas inéditas para esta época do ano.
No sudoeste francês, os termômetros chegaram a níveis próximos de 38°C. A Météo-France classificou o episódio como precoce, intenso e fora do padrão esperado para o mês.
Em Portugal, o calor também levou o país a emitir alertas por temperaturas elevadas em várias regiões. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera informou avisos de calor para o território continental.
O avanço do calor provocou aumento na procura por atendimento médico em alguns países. Autoridades europeias também relacionaram mortes e emergências de saúde ao clima extremo.
Roland Garros sofre com calor intenso
Na França, o calor também afetou o torneio de Roland Garros, em Paris. A organização precisou reforçar cuidados com as quadras de saibro durante as partidas.
Com as temperaturas elevadas, as quadras passaram a ser molhadas com mais frequência. A medida ajuda a preservar as condições de jogo e reduzir os efeitos do calor sobre a superfície.
Atletas, equipes e torcedores também precisaram redobrar os cuidados. Por isso, hidratação e pausas em áreas sombreadas se tornaram ainda mais importantes durante o torneio.
Mudanças climáticas ampliam extremos
Cientistas afirmam que as mudanças climáticas aumentam a frequência e a intensidade de eventos extremos. Isso inclui ondas de calor, secas, incêndios e enchentes.
Especialistas ouvidos por veículos internacionais apontam que o calor atual é incomum pela intensidade e pela antecipação. A Europa ainda não entrou oficialmente no verão, mas já enfrenta temperaturas elevadas.
Além dos riscos à saúde, ondas de calor podem afetar economias, infraestrutura e serviços públicos. Setores como energia, transporte, saúde e agricultura ficam mais pressionados durante esses episódios.
Com isso, governos europeus ampliaram alertas e recomendações à população. A orientação principal é evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e buscar locais ventilados ou climatizados.
