Ataque russo destrói depósito da ONU na Ucrânia e deixa 130 mil pessoas sem ajuda alimentar

Um ataque russo atingiu, nesta segunda-feira (25), instalações do Programa Mundial de Alimentos (WFP) na Ucrânia. O depósito ficava na região de Dnipro, no centro-leste do país.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o local armazenava alimentos destinados a pessoas que vivem próximas à linha de frente da guerra.
No momento do ataque, havia comida suficiente para atender cerca de 130 mil pessoas. O valor estimado dos suprimentos era de aproximadamente US$ 1,4 milhão.
Nenhum funcionário da agência ficou ferido.
ONU condena ataque a estrutura humanitária
O representante do Programa Mundial de Alimentos na Ucrânia, Richard Ragan, afirmou que ataques contra agentes humanitários violam o direito internacional humanitário.
Segundo ele, as equipes atuam para apoiar civis afetados diretamente pela guerra.
O mesmo galpão já havia sido atingido em novembro de 2025, durante um ataque com drone. Nos últimos 18 meses, o WFP registrou mais de 84 incidentes envolvendo armazéns, veículos, pontos de distribuição e bens de parceiros locais.
Atualmente, a agência presta assistência alimentar e financeira a quase 600 mil pessoas em regiões próximas à linha de frente na Ucrânia.
Unesco alerta para danos culturais
A escalada dos ataques também gerou preocupação na Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
A entidade declarou estar profundamente alarmada com os ataques aéreos registrados durante o fim de semana, principalmente na região de Kyiv.
Segundo a Unesco, as ofensivas causaram danos graves a mais de 10 instituições culturais, duas instalações educacionais e de pesquisa, além de veículos de mídia.
Entre os locais atingidos estão a Academia Nacional de Música da Ucrânia, o Correio Central e o prédio do Ministério das Relações Exteriores.
Três monumentos ficam dentro ou nas proximidades da zona tampão de um sítio reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.
A organização condenou ataques contra bens culturais, instituições educacionais, estudantes, profissionais de educação e trabalhadores da imprensa protegidos pelo direito internacional.
