Jovem convive por um ano com verme de 15 cm se movendo no rosto

Uma jovem russa chamou atenção ao revelar que passou cerca de um ano com um verme de 15 centímetros se movendo sob a pele do rosto. Além disso, o caso raro ganhou repercussão internacional e impressionou pela demora no diagnóstico.
No entanto, a paciente conseguiu se recuperar completamente após a retirada do parasita.
Jovem convive por um ano com verme de 15 cm no rosto após picada de mosquito
A história envolve Anna Aleshkovka, que acredita ter contraído o parasita aos 16 anos durante uma viagem a Sochi. Segundo ela, tudo começou após uma picada de mosquito.
Dois meses depois, já de volta à Sibéria, Anna começou a sentir movimentos estranhos no lado esquerdo do rosto. Inicialmente, os sintomas pareciam discretos e surgiam como pequenos inchaços ao acordar.
Como praticava atletismo em alto nível, a jovem atribuiu o desconforto ao cansaço físico. Porém, com o passar do tempo, os movimentos ficaram mais intensos e visíveis.
Médicos demoraram para identificar a dirofilariose
Anna procurou atendimento várias vezes. Entretanto, alguns profissionais sugeriram que os sintomas poderiam ter origem psicológica.
Enquanto isso, o parasita continuou crescendo.
Em 2017, a situação piorou quando a pálpebra esquerda ficou tão pesada que quase fechou completamente o olho. Nesse momento, uma amiga percebeu algo se movendo sob a pele.
Ao chegar em casa, o pai confirmou a movimentação com a lanterna do celular. Em seguida, a família levou Anna ao hospital.
Verme de 15 cm foi retirado em cirurgia simples
No hospital, os médicos diagnosticaram Dirofilariose, uma doença rara em humanos.
Logo depois, a equipe realizou uma pequena cirurgia próxima à sobrancelha e retirou o verme, que media cerca de 15 centímetros.
O tamanho do parasita surpreendeu os próprios médicos. Ainda assim, Anna se recuperou totalmente após cerca de seis meses.
O que é dirofilariose
A Dirofilariose é causada por vermes do gênero Dirofilaria, transmitidos por mosquitos infectados. Embora seja mais comum em cães e outros animais, a doença pode, em casos raros, atingir seres humanos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a infecção humana é incomum, mas pode provocar nódulos ou movimentos perceptíveis sob a pele.
