Pod entre jovens: Tocantins é o 7º estado com maior taxa de experimentação

Apesar de proibidos pela Anvisa desde 2009, os cigarros eletrônicos (vapes ou pods) continuam avançando entre o público jovem em 2026.
O design moderno, a ausência do cheiro forte do tabaco tradicional e os sabores adocicados disfarçam os riscos e atraem cada vez mais estudantes no Tocantins.
Dados recentes do IBGE revelam que o estado atingiu um patamar preocupante, ocupando a 7ª posição nacional no ranking de experimentação entre adolescentes de 13 a 17 anos.
Cerca de 37% dos jovens tocantinenses dessa faixa etária afirmam já ter testado o dispositivo.
Os estados que lideram o ranking nacional

O Tocantins fica atrás apenas de seis unidades da federação onde o consumo experimental é ainda mais intenso:
Mato Grosso do Sul (48,2%)
Paraná (44,9%)
Distrito Federal (43,7%)
Mato Grosso (41,4%)
Goiás (39,2%)
Santa Catarina (38,7%)
Palmas acende alerta entre as capitais
A situação na capital tocantinense é igualmente delicada. Palmas aparece em 8º lugar entre as capitais do país, com 34,9% dos adolescentes admitindo o uso experimental.
A cidade fica logo atrás de grandes centros urbanos conhecidos pela alta disseminação do produto, como Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Goiânia, Curitiba, São Paulo e Florianópolis.
O perfil do consumo nas escolas

Os dados estatísticos também detalham o comportamento social e o perfil dos estudantes que mais se envolvem com o cigarro eletrônico no Tocantins:
Por gênero: As meninas superam os meninos no índice de experimentação, quebrando o padrão histórico do cigarro comum.
Por rede de ensino: A maior predominância de adolescentes que relataram o uso do vape está concentrada em escolas da rede pública.
O cenário reforça a necessidade de campanhas de conscientização nas escolas sobre os danos à saúde pulmonar e a dependência causada pela nicotina concentrada desses aparelhos.
