Levantamento inédito aponta os estádios de futebol mais perigosos de se frequentar em São Paulo
Ir a um jogo de futebol costuma proporcionar emoção aos torcedores. No entanto, além da alegria pelas vitórias ou da frustração pelas derrotas, frequentar alguns estádios também pode representar riscos relacionados à segurança. Por isso, um levantamento inédito realizado pelo Bolavip Brasil apontou quais são os estádios mais perigosos do estado de São Paulo, considerando os índices de furtos e roubos registrados nas regiões onde eles estão localizados.
Para chegar aos números, o estudo analisou os estádios utilizados pelos 19 clubes paulistas que disputam as quatro divisões do Campeonato Brasileiro em 2026. Em seguida, os pesquisadores identificaram as delegacias responsáveis pelas regiões dos estádios. Depois disso, consultaram os dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo referentes aos meses de janeiro, fevereiro e março deste ano. Assim, foi possível comparar os índices de criminalidade nas áreas próximas às arenas esportivas.

O levantamento revelou que o Allianz Parque, estádio do Sociedade Esportiva Palmeiras, ocupa a primeira posição do ranking. Segundo os dados, o 23º Distrito Policial da capital paulista, responsável pela região da Barra Funda, registrou 3.243 ocorrências de furtos e roubos entre janeiro e março de 2026.
Além disso, o local liderou os registros em categorias como roubos, furtos de veículos e outros tipos de furto. Dessa maneira, o estádio apareceu com ampla vantagem em relação aos demais locais analisados. Enquanto isso, o número registrado na região supera em quase 1.200 casos os dados do distrito responsável pela área do Canindé.
Na segunda posição aparece o Estádio do Canindé, casa da Associação Portuguesa de Desportos, com 2.077 ocorrências registradas pelo 12º Distrito Policial da capital. Já a Neo Química Arena, estádio do Sport Club Corinthians Paulista, aparece na terceira colocação. No local, o 65º Distrito Policial contabilizou 1.064 ocorrências no período analisado.
Interior paulista também registra números elevados
Fora da capital e da região metropolitana, o estádio considerado mais perigoso foi o Estádio Moisés Lucarelli, onde manda seus jogos a Associação Atlética Ponte Preta. Nesse sentido, o 1º Distrito Policial de Campinas registrou 878 ocorrências de furtos e roubos no primeiro trimestre deste ano.
Enquanto isso, a região do Estádio Brinco de Ouro da Princesa, casa do Guarani Futebol Clube, contabilizou 490 ocorrências. Além dos furtos e roubos, o estádio chamou atenção pelo alto número de roubos de veículos. Ao todo, foram 70 registros. Com isso, o índice superou os números observados em regiões de arenas localizadas na capital paulista.
Além de Campinas, outros municípios do interior também aparecem entre os dez primeiros colocados do ranking. É o caso do Estádio Alfredo de Castilho e do Estádio Major José Levy Sobrinho, que registraram 350 e 344 ocorrências, respectivamente.
Estádio do Mirassol aparece como o mais seguro
Por outro lado, o Estádio José Maria de Campos Maia, do Mirassol Futebol Clube, apresentou os menores índices de criminalidade entre os estádios analisados.
De acordo com o estudo, o distrito policial responsável pela região registrou apenas 48 ocorrências de furtos e roubos entre janeiro e março de 2026. Assim, o número ficou cerca de 67 vezes abaixo do registrado na região do Allianz Parque. Além disso, o desempenho reforça a sensação de segurança na cidade do interior paulista.
Da mesma forma, a área onde está localizado o Estádio Doutor Jorge Ismael de Biasi, casa do Grêmio Novorizontino, também apresentou baixos índices de criminalidade. No total, foram contabilizadas 67 ocorrências no período analisado.
Ranking dos 10 estádios mais perigosos de São Paulo
- Allianz Parque – 3.243 ocorrências
- Estádio do Canindé – 2.077 ocorrências
- Neo Química Arena – 1.064 ocorrências
- Estádio Primeiro de Maio – 953 ocorrências
- Estádio Moisés Lucarelli – 878 ocorrências
- Estádio do Morumbi – 857 ocorrências
- Estádio Brinco de Ouro da Princesa – 490 ocorrências
- Estádio Urbano Caldeira – 488 ocorrências
- Estádio Alfredo de Castilho – 350 ocorrências
- Estádio Major José Levy Sobrinho – 344 ocorrências
