Quem é o coordenador da Saúde Indígena do Tocantins exonerado por operação da PF

A Polícia Federal deflagrou uma operação para desarticular um suposto esquema de corrupção que atingiu em cheio o atendimento de saúde nas aldeias do Tocantins.
O principal alvo é Haratumá Warasi Maurerri Javaé, conhecido como Hará Javaé, ex-coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena do Tocantins (Dsei-TO).
As investigações apontam que desvios de recursos e fraudes em contratos de transporte podem ter custado vidas dentro das comunidades indígenas, que ficaram desassistidas enquanto verbas públicas eram drenadas.
O esquema e os impactos nas aldeias
A 4ª Vara da Justiça Federal determinou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em Palmas (TO) e Bonfinópolis (GO). O foco está em contratos de transporte de pacientes, mas o rastro de irregularidades é extenso:
Fraudes Administrativas: Falsificação de documentos para justificar pagamentos.
Falta de Assistência: Lideranças indígenas relatam a ausência de medicamentos básicos e veículos para emergências.
Consequências Fatais: Há relatos de mortes ligadas diretamente à falta de suporte médico nas aldeias durante a gestão investigada.
Mudança na coordenação e pressão das etnias
Hará Javaé ocupava o cargo desde 2023, mas a pressão das próprias lideranças indígenas — que acumulavam denúncias de descaso há dois anos — forçou uma mudança.
Há cerca de duas semanas, no final de abril de 2026, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, exonerou Hará.
Em seu lugar, assumiu Magayve Xôhxô Krahô. A saída ocorreu em meio a um clima de forte insatisfação e reclamações generalizadas sobre a falha crítica no atendimento básico de saúde.
Penas podem chegar a 28 anos
Os investigados estão na mira por crimes graves que, somados, podem resultar em penas severas:
Peculato (desvio de dinheiro público);
Fraude em licitação;
Falsidade ideológica;
Associação criminosa.
O que diz a defesa: Os advogados de Hará Javaé afirmaram que ainda não tiveram acesso total ao processo, mas sustentam a inocência do ex-coordenador e afirmam que ele está colaborando com as autoridades.
Por fim, o Ministério da Saúde ainda não se pronunciou oficialmente sobre os detalhes da operação.
** Com informações da TV Anhanguera.
