Casos suspeitos de hantavírus em cruzeiro serão evacuados em Cabo Verde

Três casos suspeitos de hantavírus a bordo do navio MV Hondius serão evacuados por Cabo Verde. A informação foi confirmada nesta terça-feira (5) por uma representante da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O cruzeiro está ancorado na costa do país africano desde que entrou no centro de um alerta sanitário internacional. A suspeita é de que o hantavírus esteja relacionado à morte de três passageiros.
Segundo a OMS, dois pacientes apresentam sintomas. A terceira pessoa não tem manifestações clínicas, mas teve contato próximo com os casos suspeitos.
Navio poderá seguir rota após evacuação
De acordo com Ann Lindstrand, representante da OMS em Cabo Verde, os três serão levados de ambulância do porto de Praia até um aeroporto próximo.
Depois disso, a evacuação será feita por avião. A operação é considerada complexa pelas autoridades de saúde.
Assim que a retirada for concluída, o MV Hondius poderá continuar a viagem. A saída do navio pode ocorrer durante a madrugada, dependendo da evolução da operação.
Destino ainda será definido
O plano inicial previa que o cruzeiro seguisse para Tenerife, nas Ilhas Canárias, na Espanha. No entanto, também existe a possibilidade de retorno direto aos Países Baixos.
Segundo Lindstrand, as duas opções seguem em análise. A decisão final deve considerar os riscos sanitários e as condições de segurança da viagem.
O Ministério da Saúde da Espanha informou que, em princípio, não haveria motivo para escala nas Ilhas Canárias. A exceção seria o surgimento de novos casos sintomáticos durante o trajeto.
Mesmo assim, as autoridades espanholas afirmaram que continuarão avaliando a situação e poderão prestar apoio se necessário.
Empresa diz que não há novos casos
A Oceanwide Expeditions, empresa holandesa responsável pelo cruzeiro, informou que não foram detectados novos casos sintomáticos a bordo.
O hantavírus é uma doença transmitida principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Em casos graves, a infecção pode comprometer o sistema respiratório.
As autoridades seguem monitorando passageiros e tripulantes. Além disso, novas análises devem ajudar a esclarecer a origem da possível contaminação.
