Onde estão os rejeitos do Césio 137, maior acidente radiológico do Brasil
Quase 40 anos após o acidente com o Césio-137, em Goiânia, muitas pessoas ainda se perguntam onde estão os resíduos da contaminação. Atualmente, equipes técnicas mantêm todo o material em uma área controlada em Abadia de Goiás, a cerca de 20 km da capital.
O acidente, registrado em 1987, deixou quatro mortos e afetou mais de mil pessoas. Além disso, gerou cerca de 6 mil toneladas de lixo radioativo durante as ações de descontaminação.
Resíduos foram levados para área isolada
Equipes especializadas recolheram materiais contaminados, como roupas, móveis, utensílios e partes de construções. Em seguida, transportaram todo o conteúdo para um local seguro. Lá, os técnicos enterraram os rejeitos e os isolaram com estruturas de concreto para impedir qualquer vazamento.
Depósito segue sob monitoramento constante
Hoje, o material permanece armazenado no Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste, unidade ligada à Comissão Nacional de Energia Nuclear.
O espaço abriga dois depósitos principais. Um deles concentra cerca de 40% dos rejeitos, com menor nível de radiação. Já o outro reúne os 60% restantes, que incluem os materiais mais perigosos e partes da fonte original do acidente.
Além disso, técnicos monitoram o local de forma contínua para garantir a segurança ambiental.
Risco diminui com o tempo
A radiação diminui gradualmente ao longo dos anos. Mesmo assim, especialistas estimam que os riscos só desapareçam totalmente após cerca de 200 anos. Ainda assim, o modelo de armazenamento atual garante controle e segurança.
Pequena quantidade causou grande tragédia
Todo o acidente começou com apenas 19 gramas do material radioativo, que estavam dentro de um aparelho abandonado do Instituto Goiano de Radioterapia.
Na época, duas pessoas retiraram o equipamento do local e abriram a cápsula sem saber do perigo. Como resultado, o material se espalhou e provocou uma das maiores tragédias radiológicas do mundo.
