Panela de pressão pode virar risco silencioso se ignorar regra básica de segurança

A panela de pressão está presente na rotina da maioria dos brasileiros. No entanto, o uso inadequado do utensílio ainda representa risco significativo de acidentes domésticos.
O equipamento funciona por meio do aumento da pressão interna, o que acelera o cozimento dos alimentos. Por isso, apesar da praticidade, exige cuidados específicos para garantir segurança.
Para proteger o consumidor, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia determina que todas as panelas de pressão vendidas no país sejam certificadas e possuam o selo de conformidade. Além disso, essa exigência é obrigatória há mais de dez anos.
No Tocantins, a Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia do Estado do Tocantins intensificou, em março, ações de fiscalização no comércio. Dessa forma, o objetivo é garantir que os produtos atendam às normas vigentes.

Durante as operações, os fiscais verificam a presença do selo, as informações obrigatórias nas embalagens e a procedência dos produtos. Caso irregularidades sejam identificadas, os itens podem ser retirados de circulação. Além disso, os estabelecimentos estão sujeitos a penalidades previstas em lei.
Paralelamente, o órgão também realiza ações educativas para orientar a população sobre o uso correto. Assim, busca-se reduzir riscos e promover a manutenção periódica dos equipamentos.
Tecnologia evoluiu, mas cuidado ainda é essencial
Ao longo dos anos, fabricantes investiram em melhorias para aumentar a segurança. Atualmente, muitos modelos contam com alumínio reforçado, tampa externa, anel de vedação em silicone e válvulas mais eficientes.
Mesmo assim, a atenção na hora da compra continua sendo indispensável.
Segundo o presidente da Agência de Metrologia, Denner Martins, o selo do Inmetro é um indicativo essencial de segurança.
Dessa maneira, produtos certificados passam por testes laboratoriais rigorosos e atendem às normas técnicas brasileiras. Por outro lado, quando essas exigências não são cumpridas, o risco ao consumidor aumenta.
Por isso, a recomendação é clara: sempre verificar o selo e exigir nota fiscal.
Válvula tem prazo de validade e pode evitar acidentes
Nos processos de certificação, cerca de 30 requisitos técnicos são avaliados. Entre eles, estão testes de resistência, funcionamento das válvulas e durabilidade dos componentes.
Entretanto, um dos principais fatores de risco está na válvula de segurança, responsável por liberar o vapor.

Especialistas alertam que a peça tem vida útil média de cinco anos. Portanto, após esse período, a substituição é recomendada.
Além disso, o acúmulo de resíduos pode obstruir a válvula, impedindo a saída do vapor. Consequentemente, a pressão interna aumenta e o risco de acidentes cresce.
Cuidados simples evitam problemas graves
Além da troca da válvula, o usuário deve monitorar regularmente o estado da panela. Dessa forma, é possível identificar problemas antes que se tornem perigosos.
O anel de borracha, por exemplo, deve ser substituído ao apresentar rachaduras ou desgaste. Da mesma forma, o excesso de alimentos no interior pode bloquear a válvula e comprometer a segurança.
Outro ponto crítico é a abertura da panela. Portanto, ela nunca deve ser aberta antes da liberação total do vapor.
Recomendações práticas de segurança
Manter a válvula sempre limpa e desobstruída. Além disso, verificar deformações após quedas ou impactos.
Substituir a válvula a cada cinco anos. Da mesma forma, trocar o anel de borracha quando houver desgaste.
Evitar encher a panela além do limite indicado. Consequentemente, reduz-se o risco de obstrução.
Nunca abrir antes da saída completa do vapor. Caso contrário, há risco de acidente.
Reduzir o fogo após o início da pressão. Assim, o cozimento permanece eficiente e seguro.
Caso a panela pare de liberar vapor, desligar imediatamente o fogo. Em seguida, liberar a pressão com cuidado.
