Maior acidente radiológico do Brasil ainda impacta Goiânia quase 40 anos depois
O maior acidente radiológico do Brasil, ocorrido em Goiânia em 1987, ainda impacta a população décadas após a tragédia envolvendo o césio-137.
O caso deixou quatro mortos e gerou mais de 6 mil toneladas de lixo contaminado. Além disso, cerca de 10 mil pessoas foram afetadas direta ou indiretamente.
Mesmo após quase 40 anos, o maior acidente radiológico do Brasil segue presente na rotina de centenas de pessoas. Atualmente, mais de mil pacientes ainda recebem acompanhamento médico.

Maior acidente radiológico do Brasil ainda deixa marcas
O atendimento às vítimas é feito pelo Centro de Assistência ao Radioacidentado (Cara). O órgão foi criado para acompanhar pessoas expostas ao material radioativo.
Além disso, áreas atingidas ainda apresentam sinais da contaminação. Locais como antigos ferros-velhos e residências seguem marcados pela tragédia.

Os resíduos contaminados foram levados para Abadia de Goiás. No local, o material foi enterrado e isolado.
Pesquisadores indicam que os riscos só devem desaparecer completamente após cerca de 200 anos.
Acidente com césio-137 começou em ferro-velho
O maior acidente radiológico do Brasil teve início em setembro de 1987. Dois catadores retiraram um aparelho de radiologia de uma clínica abandonada.
Sem saber do perigo, o material foi levado a um ferro-velho. Lá, o equipamento foi desmontado e o césio-137 acabou sendo exposto.

A substância brilhava no escuro, o que chamou a atenção de moradores. Fragmentos foram levados para casas, o que ampliou a contaminação.
Poucos dias depois, pessoas começaram a apresentar sintomas graves.
Mortes marcaram a tragédia em Goiânia
Entre as vítimas está Maria Gabriela Ferreira, que ajudou a identificar o problema. Ela morreu após exposição à radiação.
Também morreu a menina Leide das Neves, de 6 anos. Outras duas vítimas foram trabalhadores do ferro-velho.

A tragédia causou impacto nacional e internacional. O caso passou a ser referência em acidentes radiológicos.
Atendimento às vítimas continua até hoje
O Centro de Assistência ao Radioacidentado segue ativo. O órgão atende vítimas diretas e indiretas do acidente.
Os pacientes são divididos por níveis de exposição à radiação. O acompanhamento é contínuo.
Mesmo após décadas, o maior acidente radiológico do Brasil ainda exige atenção das autoridades de saúde.

