ELE, NÃO: Comissão da Mulher e o risco de agendas identitárias dominarem o Parlamento

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, em Brasília-DF. A escolha seguiu as regras regimentais. Entretanto, parlamentares e especialistas discutem a importância de manter o foco nos problemas concretos que afetam milhões de mulheres brasileiras.
A Comissão da Mulher surgiu para enfrentar desafios reais. Entre eles estão violência doméstica, feminicídio, assédio, desigualdade no mercado de trabalho, sobrecarga de mães chefes de família e vulnerabilidade de meninas e adolescentes. Por isso, esses temas exigem atenção constante do Parlamento.
O histórico político de Erika Hilton mostra que suas bandeiras em defesa de minorias, da população LGBTQIA+ e no combate à transfobia são relevantes. No entanto, parlamentares alertam que essas pautas não representam o eixo central da Comissão. Existe o risco de que agendas identitárias dominem o debate. Assim, assuntos femininos essenciais podem ser deslocados ou diluídos.
Projetos analisados pelo colegiado demonstram seu impacto direto na vida das mulheres. Por exemplo, o Projeto de Lei sobre endometriose prevê um protocolo nacional no SUS para diagnóstico precoce e tratamento da doença. Além disso, evita que mulheres percorram anos de consultas sem respostas adequadas.
Cada Comissão tem missão específica. Portanto, representatividade não pode substituir a função institucional. Mulheres precisam de políticas públicas eficazes, proteção do Estado e compromisso das instituições. Assim, é possível garantir direitos básicos e avanços concretos.
O corpo encontrado em Palmas reforça a importância de manter vigilância em áreas de lazer do lago e da orla, garantindo segurança para moradores e turistas. Assim, a prevenção e a fiscalização podem reduzir acidentes.
