Homem morre após perfuração no intestino durante exame de rotina; família pede investigação

A morte de um homem de 34 anos após um exame médico mobiliza investigação em Cerejeiras, em Rondônia. A vítima, Thyago, morreu no último sábado (28) depois de realizar uma colonoscopia no intestino em uma clínica particular.
Segundo a família, o paciente sofreu uma perfuração no intestino durante o procedimento. Logo após a complicação, a equipe médica levou Thyago para o Hospital São Lucas, em Cerejeiras. Em seguida, profissionais transferiram o paciente para o Hospital Regional de Vilhena.
No hospital, médicos realizaram uma cirurgia e encaminharam o paciente para a UTI. No entanto, ele morreu na manhã seguinte.
De acordo com familiares, Thyago fazia acompanhamento médico por causa da Síndrome nefrótica, doença que provoca perda excessiva de proteína pela urina. Por causa do tratamento com medicamentos imunossupressores, ele também desenvolveu Sarcoma de Kaposi.
Mesmo com os problemas de saúde, Thyago mantinha uma rotina de trabalho ativa. Durante cerca de dez anos, ele trabalhou em um pequeno mercado da região. Além disso, colegas e clientes o consideravam uma pessoa muito querida.
Nos últimos três anos e meio, ele passou a trabalhar com armazenamento e fornecimento de insumos agrícolas. Segundo o irmão, Amizael Severino, Thyago demonstrava grande dedicação ao trabalho.
“Ele era muito querido. Inclusive, até pouco antes do exame ainda resolvia questões relacionadas ao trabalho”, relembrou.
Além do trabalho, Thyago também gostava de pescar. Sempre que podia, ele buscava momentos de descanso no Rio Guaporé.
Caso é investigado
A Polícia Civil de Rondônia abriu um inquérito para esclarecer o caso. Além disso, os investigadores solicitaram o prontuário médico completo do paciente.
Segundo a família, o médico que acompanhava Thyago havia cerca de oito anos interrompeu o exame após identificar um problema no intestino. Na ocasião, ele informou que o órgão estava “um pouco comprometido”.
Agora, os familiares aguardam o resultado das investigações. Segundo Amizael, a família busca apenas esclarecimentos sobre o que aconteceu.
“A gente não quer vingança. Queremos entender o que ocorreu. Se foi algo inevitável, vamos aceitar. Porém, se houver negligência, imprudência ou imperícia, também queremos que haja responsabilização”, afirmou.
