Presidente Bap avalia demitir José Boto e planeja reformulação no futebol do Flamengo
A crise interna no Flamengo pode ir além da demissão do técnico Filipe Luís. Nos bastidores, o presidente Bap iniciou a busca por um novo nome para comandar o departamento de futebol e avalia mudanças na estrutura do setor. O principal alvo da reformulação é o atual diretor José Boto
Segundo informações internas, o dirigente enfrenta desgaste com jogadores e funcionários no dia a dia do Ninho do Urubu. Além disso, o distanciamento do elenco e os métodos de trabalho do português passaram a gerar questionamentos dentro do clube.
Diante desse cenário, o presidente começou a sondar possíveis substitutos. Entre os nomes avaliados aparece o do ex-zagueiro Fábio Luciano, que encerrou a carreira no clube em 2009 e atualmente trabalha como comentarista. Outro nome citado é o de Edu Gaspar, que está de saída do Nottingham Forest, embora ainda não tenha sido procurado oficialmente.
Apesar das consultas iniciais, a diretoria ainda não abriu negociações. Primeiro, Bap pretende definir qual modelo adotará no departamento de futebol.
Uma das possibilidades é manter apenas um dirigente com poder total na área, como ocorre atualmente. Por outro lado, o clube também estuda dividir as funções entre dois profissionais: um com perfil executivo e outro mais próximo do vestiário, responsável pela gestão do elenco.
Enquanto a definição não acontece, José Boto segue no cargo. No entanto, a permanência dele deve durar apenas até a escolha do novo responsável pelo setor.
A condução da saída de Filipe Luís aumentou o desgaste interno. Após a goleada sobre o Madureira, Boto comunicou a demissão ao treinador em uma conversa rápida no vestiário do Maracanã. Durante o diálogo, afirmou que a decisão partia da presidência e disse que não concordava com a medida. A atitude, porém, não foi bem recebida por Bap.
Dias depois, durante a apresentação do novo técnico Leonardo Jardim, o dirigente assumiu publicamente a responsabilidade pela demissão. Na ocasião, afirmou que havia apresentado ao presidente os motivos para a troca no comando técnico.
Além disso, outra situação aumentou o mal-estar interno. Em reunião recente com o elenco, José Boto chamou os jogadores de “irresponsáveis”, declaração que repercutiu negativamente entre atletas e funcionários.
O desgaste, porém, não começou agora. Desde 2025, o dirigente enfrenta momentos de pressão no cargo. Um deles ocorreu após o vazamento de mensagens sobre uma possível venda do atacante Pedro por 15 milhões de euros.
Outro episódio envolveu a negociação do irlandês Mikey Johnston. A contratação chegou a avançar, mas acabou vetada pelo presidente.
Mais recentemente, José Boto também defendeu a renovação de contrato de Filipe Luís, enquanto Bap já cogitava buscar um novo treinador. No fim, o clube optou pela contratação de Leonardo Jardim, que assumiu o comando da equipe.
Com o ambiente ainda turbulento, a diretoria tenta reorganizar o departamento de futebol e reduzir a pressão interna para a sequência da temporada.
