Secult recebe Atlas Arqueológico do Tocantins, obra viabilizada por edital do Fundo Estadual de Cultura
Publicação do arqueólogo Rômulo Macedo reúne dez anos de pesquisas e amplia acesso ao patrimônio arqueológico do Estado
A Secretaria da Cultura do Tocantins recebeu, nesta sexta-feira, 27, um exemplar do Atlas Arqueológico do Tocantins. A obra tem autoria do arqueólogo Rômulo Macedo.
Servidor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Tocantins, o pesquisador desenvolveu o projeto ao longo de aproximadamente uma década. Além disso, o livro contou com recursos do Edital nº 37/2024 de Arquivos e Acervos, do Fundo Estadual de Cultura.
Atlas Arqueológico do Tocantins amplia acesso a pesquisas
Segundo o autor, o projeto surgiu diante da baixa divulgação dos estudos arqueológicos no Estado. Grande parte das informações, portanto, permanecia restrita a relatórios técnicos de difícil acesso.
“O principal objetivo foi tornar públicas essas informações”, afirmou Rômulo Macedo.
A pesquisa reuniu publicações científicas e relatórios técnicos sobre o patrimônio arqueológico tocantinense. O levantamento incluiu acervos do Iphan no Tocantins, em Goiás e em Brasília, além de visitas de campo a sítios arqueológicos.
Pesquisa enfrentou desafios de organização e acesso
De acordo com o arqueólogo, um dos maiores desafios foi localizar dados dispersos em revistas científicas, bibliotecas e plataformas digitais nacionais e internacionais.
Após a organização do material, o autor elaborou uma síntese das descobertas mais relevantes. Assim, o livro apresenta linguagem acessível, mas mantém rigor científico.
O conteúdo pode contribuir com a educação patrimonial, a formação acadêmica e a gestão pública. Além disso, a publicação busca suprir lacunas sobre a pré-história do Tocantins em materiais didáticos.
Políticas públicas fortalecem preservação de acervos
O apoio da Secult garantiu a aquisição de equipamentos para digitalização de relatórios e a realização de viagens técnicas. Também cobriu custos operacionais da pesquisa.
Segundo o autor, sem esse suporte o livro dificilmente teria sido publicado.
Conforme estabelece a Constituição Federal de 1988, bens arqueológicos integram o patrimônio cultural brasileiro. Além disso, possuem caráter finito e não renovável.
Rômulo Macedo alertou que a ausência de políticas de salvaguarda pode comprometer esse patrimônio. Fatores como mudanças climáticas e turismo predatório ampliam os riscos.
O secretário de Cultura, Adolfo Bezerra, destacou a importância da democratização do acesso ao conhecimento arqueológico.
Durante a entrega, também esteve presente o superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura, Antônio Miranda.
Obra está disponível gratuitamente
O Atlas Arqueológico do Tocantins já está disponível em versão digital gratuita. Interessados podem solicitar impressão sob demanda, mediante pagamento dos custos de produção e envio.
Dessa forma, a publicação amplia o acesso às pesquisas e fortalece a preservação do patrimônio cultural tocantinense.
