Furacão Melissa entra para a história como o mais intenso já registrado no Atlântico
O Centro Nacional de Furacões (NHC) confirmou em relatório final que o furacão Melissa foi o mais intenso já registrado no Oceano Atlântico em termos de ventos sustentados.
Segundo o documento, Melissa atingiu ventos máximos de 190 mph (cerca de 305 km/h), empatando com o furacão Allen, de 1980, como o mais forte da história da bacia atlântica. Ambos alcançaram 306 km/h.
No ranking histórico, Melissa e Allen aparecem à frente do Furacão do Dia do Trabalho (1935), Gilbert (1988), Wilma (2005) e Dorian (2019), que registraram picos de 298 km/h.

Pico e impacto devastador
Melissa atingiu o auge da intensidade em 28 de outubro de 2025, a cerca de 65 km ao sul-sudoeste da Jamaica. Pouco depois, tocou terra na ilha como um furacão Categoria 5, com ventos de aproximadamente 298 km/h, estabelecendo recorde nacional.
A pressão mínima central caiu para 892 milibares, empatando com o furacão de 1935 como a terceira menor já medida no Atlântico. A intensidade foi confirmada por dados de satélite e por missões de aviões da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) e da Reserva da Força Aérea dos Estados Unidos.
Uma das sondas registrou uma rajada de 406 km/h, a mais forte já medida por esse tipo de instrumento em um ciclone tropical. O recorde anterior era do Typhoon Megi, em 2010.
Destruição no Caribe
A maré de tempestade elevou o nível do mar entre 2,1 e 3,3 metros na costa sudoeste da Jamaica. A chuva acumulada superou 890 mm no sul do Haiti e passou de 800 mm em áreas montanhosas jamaicanas, provocando enchentes e deslizamentos.
O balanço final aponta ao menos 95 mortes na região, sendo 45 na Jamaica e 43 no Haiti. Os prejuízos econômicos apenas na Jamaica foram estimados em US$ 8,8 bilhões, cerca de 41% do PIB do país.
