• Anuncie conosco
  • Quem somos
  • Contato
  • Jornal Surgiu
Ver todos
Surgiu nº 169 – 09/07/2026

Surgiu nº 169 – 09/07/2026

Surgiu nº 168 – 30/06/2026

Surgiu nº 168 – 30/06/2026

Surgiu nº 167 – 18/06/2026

Surgiu nº 167 – 18/06/2026

Surgiu nº 166 – 11/06/2026

Surgiu nº 166 – 11/06/2026

  • Home
  • Notícias
  • Esportes
    • Nacional
    • Internacional
    • Estadual
    • Competições
  • Tocantins
    • Tocantins
    • Araguaína
    • Palmas
    • Paraíso
    • Barrolândia
    • Bernardo Sayão
    • Caseara
    • Chapada de Areia
    • Divinópolis
    • Dois Irmãos
    • Goianorte
    • Lajeado
    • Marianópolis
    • Nova Rosalândia
    • Pugmil
  • Brasil
    • Educação
    • Justiça
    • Saúde
  • Mundo
  • Entretenimento
    • Entretenimento
    • ExpoBrasil
    • Marketing Digital
    • Moda & Beleza
    • Tecnologia
  • Policial
  • Política
28/07/2026
  • Home
  • Notícias
  • Esportes
    • Nacional
    • Internacional
    • Estadual
    • Competições
  • Tocantins
    • Tocantins
    • Araguaína
    • Palmas
    • Paraíso
    • Barrolândia
    • Bernardo Sayão
    • Caseara
    • Chapada de Areia
    • Divinópolis
    • Dois Irmãos
    • Goianorte
    • Lajeado
    • Marianópolis
    • Nova Rosalândia
    • Pugmil
  • Brasil
    • Educação
    • Justiça
    • Saúde
  • Mundo
  • Entretenimento
    • Entretenimento
    • ExpoBrasil
    • Marketing Digital
    • Moda & Beleza
    • Tecnologia
  • Policial
  • Política
  • Anuncie conosco
  • Quem somos
  • Contato
  • Jornal Surgiu
  • Home
  • Notícias
  • Esporte
  • Tocantins
  • Brasil
  • Mundo
  • Entretenimento
  • Policial
  • Jornal Surgiu
  • Anuncie conosco
  • Quem somos
  • Contato
  • Jornal Surgiu
BUSCAR

Criança de 12 anos “casada” com homem de 35: a normalização da pedofilia num Brasil que não protege suas vítimas

Brasil — 26/02/2026 - 15:01 / Atualizado em: 26/02/2026 · 15:09 Por:  Arthur Daniel

O Brasil voltou a debater a proteção de crianças no sistema de Justiça após a divulgação da absolvição de um homem acusado de estupro de vulnerável em um processo envolvendo uma menina de 12 anos, no município de Indianápolis. A repercussão nacional, amplificada por plataformas digitais e veículos de imprensa, expôs não apenas a indignação social, mas também um ponto jurídico sensível: a forma como vítimas, especialmente crianças, ainda são tratadas em determinadas narrativas e decisões judiciais.

Sem acesso direto ao acórdão e às provas — condição essencial para qualquer análise técnica responsável —, o debate público revelou preocupação recorrente. Em vez de concentrar a análise na conduta do adulto, algumas leituras deslocam o foco para o comportamento da vítima, como se coubesse à criança “explicar” a violência sofrida. Esse deslocamento, embora indireto, reabre uma discussão que o ordenamento jurídico brasileiro já buscou encerrar.

Foto: Divulgação

O que diz a legislação brasileira

No plano normativo, a proteção sexual de crianças é inequívoca. O artigo 217-A do Código Penal tipifica o estupro de vulnerável e estabelece que menores de 14 anos não possuem capacidade jurídica para consentimento válido em relação sexual. Portanto, a legislação afasta expressamente qualquer interpretação baseada em suposta “maturidade”, “iniciativa” ou “experiência” da criança.

Siga o Surgiu no Google Adicionar como Fonte Preferida

Veja também

Julho destaca motoristas, motociclistas e socorristas e reforça compromisso com a segurança no trânsito

Odelmo Leão, ex-prefeito de Uberlândia (MG) e ex-deputado federal, morre aos 80 anos

Resultado do Super Sete 878: R$ 4,1 milhões em jogo; veja os números sorteados

Essa escolha legislativa é técnica e constitucionalmente orientada. Ela reconhece a assimetria de poder entre adulto e criança, considera o desenvolvimento biopsicossocial incompleto e busca prevenir situações estruturais de exploração. Assim, reintroduzir, ainda que de forma indireta, a ideia de consentimento infantil contraria o próprio espírito da norma.

Além disso, a Constituição Federal assegura prioridade absoluta à proteção de crianças e adolescentes. O princípio da dignidade da pessoa humana, fundamento da República, também orienta a atuação do Judiciário, do Ministério Público e das forças de segurança.

O risco da revitimização

Entretanto, em casos dessa natureza, termos como “sexualização precoce”, “vivência” ou “iniciativa” ainda aparecem no debate público e, por vezes, contaminam a linguagem institucional. Quando isso ocorre, o risco jurídico é duplo.

Primeiro, porque se relativiza a vulnerabilidade reconhecida em lei. Segundo, porque se reforçam estereótipos que transferem à vítima parte da responsabilidade pelo crime. Esse fenômeno, conhecido como revitimização, pode ocorrer tanto na fase investigativa quanto no curso do processo penal.

No âmbito penal, a Justiça não deve operar como instrumento de desgaste da vítima — especialmente quando se trata de criança. Ao contrário, deve garantir que a produção de provas ocorra com técnica, humanidade e respeito à integridade psicológica.

Estatuto da Vítima: por que o tema ganha força

É nesse contexto que ganha densidade o debate sobre a criação de um Estatuto da Vítima no Brasil. Atualmente, o país já reconhece direitos de vítimas e testemunhas em leis esparsas e em dispositivos constitucionais. Contudo, ainda não há um marco legal unitário, pedagógico e vinculante que consolide deveres estatais de informação, acolhimento, proteção e prevenção à revitimização ao longo de toda a persecução penal.

A proposta de um Estatuto da Vítima não implica endurecimento penal nem enfraquecimento das garantias do acusado. Pelo contrário, busca equilibrar o processo, assegurando que a dignidade de quem sofreu violência seja preservada. Em democracias consolidadas, legislações específicas reforçam protocolos de atendimento especializado, comunicação clara com a vítima e integração entre Justiça e redes de proteção.

No caso de crimes sexuais contra crianças, isso significaria investigação especializada, perícias conduzidas por profissionais capacitados, acionamento imediato de redes de apoio e uso de linguagem judicial compatível com a gravidade do abuso.

Alteração do acórdão e controle social

Após a ampla repercussão, houve alteração do acórdão que havia absolvido o acusado e também a mãe da vítima, apontada como omissa. O episódio evidencia a importância do controle social e da transparência no sistema de Justiça. Ainda assim, reforça a necessidade de mecanismos institucionais permanentes que reduzam a possibilidade de decisões que possam gerar sensação de injustiça ou fragilização da proteção infantil.

Um compromisso civilizatório

Se o caso ocorrido em Indianápolis servir como ponto de inflexão, que seja para reafirmar o compromisso jurídico e civilizatório com a infância. A vulnerabilidade infantil não é apenas categoria penal; é limite normativo inegociável.

Portanto, discutir a aprovação de um Estatuto da Vítima significa transformar indignação em política pública estruturada. Significa, sobretudo, consolidar um sistema de Justiça que proteja sem revitimizar, investigue com técnica e julgue com responsabilidade.

Em um Estado Democrático de Direito, a qualidade do processo também se mede pela forma como ele trata quem sofreu violência. E, especialmente quando a vítima é criança, essa responsabilidade se torna ainda maior.

Acompanhe o Surgiu

No WhatsApp

No Instagram

Compartilhe

  • Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Clique para compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
  • Clique para compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit
  • Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir

Tópicos: CRIANÇA, NORMALIZAÇÃO, PEDOFILIA, VÍTIMAS

Arthur Daniel

Redação do portal Surgiu: atuação em produção, edição, gestão e revisão de conteúdos.

Deixe seu comentário Cancelar resposta

Seu e-mail não será publicado. Os comentários passam por moderação antes de aparecer.

Notícias relacionadas

Denúncia anônima leva polícia a resgatar menina de 4 anos e prender mãe no Tocantins

Denúncia anônima leva polícia a resgatar menina de 4 anos e prender mãe no Tocantins

Mulher é presa por suspeita de tentar matar a própria filha de 4 anos no Tocantins

Mulher é presa por suspeita de tentar matar a própria filha de 4 anos no Tocantins

Criminosos fingem ser policiais, invadem casa e baleiam casal e criança de 2 anos

Criminosos fingem ser policiais, invadem casa e baleiam casal e criança de 2 anos

Sicredi – Institucional – 728×90

Leia mais de Brasil

Resultado da Dupla Sena 2988: R$ 2 milhões em jogo; veja as dezenas sorteadas

Resultado da Dupla Sena 2988: R$ 2 milhões em jogo; veja as dezenas sorteadas

Resultado da Quina 7076: R$ 23 milhões em jogo; veja as dezenas sorteadas

Resultado da Quina 7076: R$ 23 milhões em jogo; veja as dezenas sorteadas

Resultado do Dia de Sorte 1256: R$ 500 mil em jogo; veja as dezenas sorteadas

Resultado do Dia de Sorte 1256: R$ 500 mil em jogo; veja as dezenas sorteadas

Resultado da Lotomania 2955: R$ 3,6 milhões em jogo; veja os números sorteados

Resultado da Lotomania 2955: R$ 3,6 milhões em jogo; veja os números sorteados

Resultado da Lotofácil 3746: R$ 9 milhões em jogo; veja as dezenas sorteadas

Resultado da Lotofácil 3746: R$ 9 milhões em jogo; veja as dezenas sorteadas

Duas chuvas de meteoros poderão ser vistas no Brasil nesta semana; saiba como observar

Duas chuvas de meteoros poderão ser vistas no Brasil nesta semana; saiba como observar

Araguaína – Investe 5/26 – 300×250

Mais lidas da semana

filho de vereador
1

‘Jovem amigo e companheiro’: quem era o filho de vereador morto a tiros em praia do Tocantins

2

SINE de Paraíso do Tocantins abre dezenas de vagas de emprego em diversas áreas

3

Câmara de Paraíso do Tocantins conclui revisão final de edital para contratação da banca do concurso público

4

PRF identifica moto adulterada e recupera outra furtada em Paraíso

corpo de empresário
5

Corpo de empresário desaparecido é encontrado; amigo é apontado como mentor do crime

Bem Maior – Institucional – 300×250
BRK – Chuva – Novembro 2024 – 300×250
Malwee – Oferta – 300×250

Últimas notícias

*

Golaço de Cabo Verde contra a Argentina é eleito o mais bonito da Copa do Mundo de 2026

*

Sem ideia para a sobremesa? Veja 3 receitas fáceis que vão fazer sucesso no almoço de domingo

*

PRF flagra transporte de madeira ameaçada de extinção e apreende rebites na BR-153

*

Julho destaca motoristas, motociclistas e socorristas e reforça compromisso com a segurança no trânsito

*

Palmeiras rejeita oferta de R$ 116 milhões por Flaco López

Netprime – Seja Prime – 300×250
Surgiu

Institucional

  • Expediente
  • Redação
  • Comercial
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade

Serviços

  • Jornal Surgiu
  • Publicidade Legal
  • Últimas Notícias

Comunidades

  • Siga no Instagram
  • Siga no Facebook
  • Siga no X
  • Inscrever-se no Youtube
  • Contate-nos pelo WhatsApp
© 2008-2026, Surgiu. Todos os direitos reservados. - Desenvolvido por Teech.com.br