O domingo (22) entrou para a galeria especial da carreira de Marcelo Melo. O mineiro conquistou o bicampeonato do Rio Open ao lado do carioca João Fonseca. No entanto, tênis profissional não dá pausa para nostalgia. Por isso, nesta semana, ele já desembarcou no México para disputar o ATP 500 de Acapulco, agora em piso duro, diferente do saibro carioca.
Em Acapulco, Melo forma dupla com o alemão Alexander Zverev. A estreia acontece na madrugada desta quinta-feira (26), por volta de meia-noite (horário de Brasília), contra o mexicano Santiago Gonzalez e o holandês David Pel.
Melo disputa o torneio mexicano pela décima vez. Além disso, ele já levantou o troféu em 2015, ao lado de Ivan Dodig, e em 2020, com Lukasz Kubot. Portanto, tradição não falta.
Depois do título no Rio, o brasileiro deixou claro que virou a chave rapidamente. Ele classificou a conquista como especial, mas reforçou o foco total em Acapulco. Em circuito de alto rendimento, quem vive de passado perde timing.
Números que colocam Melo na história
A temporada atual marca a 20ª de Melo no circuito. Até aqui, ele soma 668 vitórias em 1.126 partidas. Atualmente ocupa a 59ª posição no ranking de duplas da Associação dos Tenistas Profissionais, com 1.530 pontos. Já Zverev aparece como número 4 do mundo em simples.
Agora, quando o assunto é legado, Melo joga em outro patamar. Aos 42 anos, ele é o brasileiro com mais títulos na história: 41 conquistas, todas em duplas. Entre elas, dois Grand Slams — Roland Garros (2015) e Wimbledon (2017). Além disso, soma nove Masters 1000, 13 ATP 500 e 17 ATP 250.
Ele também acumulou 56 semanas como número 1 do mundo em duplas, feito inédito para um brasileiro. Mais do que isso, permaneceu oito temporadas consecutivas entre os dez melhores do ranking. Consistência desse nível não acontece por acaso; ela exige disciplina, adaptação e longevidade competitiva.
Marcas históricas e protagonismo brasileiro
Melo ultrapassou a marca de 600 vitórias em 2023, em Roland Garros, e tornou-se o primeiro duplista em atividade a alcançar 1.000 jogos na carreira, feito registrado em Atlanta no mesmo ano. Além disso, detém o recorde brasileiro de participações em Grand Slam, com 73 edições, e oito presenças consecutivas no ATP Finals.
Em síntese, Melo não apenas coleciona troféus; ele constrói referência. Enquanto muitos encerram ciclos, ele amplia capítulos. Agora, em Acapulco, busca manter o embalo. No tênis, confiança é ativo estratégico — e o mineiro chega com caixa cheio.