Vasco da Gama demite Fernando Diniz após derrota no Carioca
O Vasco anunciou na noite deste domingo (22) a saída de Fernando Diniz. A decisão veio logo após a derrota por 1 a 0 no jogo de ida da semifinal do Campeonato Carioca. A pressão já vinha crescendo; portanto, o revés acabou acelerando o desfecho.
Além de Diniz, deixam o clube os auxiliares Ricardo Cobalchini e Evandro Fornari, bem como o preparador físico Wagner Bertelli. O treinador assumiu o comando em maio de 2025 e, desde então, viveu altos e baixos. Embora tenha levado o time à final da Copa do Brasil de 2025, o rendimento caiu de forma consistente a partir do fim da última temporada.
Nas quartas de final do estadual, por exemplo, o Vasco sofreu para eliminar o Volta Redonda e só avançou nos pênaltis. Além disso, a equipe acumulou atuações irregulares e resultados negativos, o que, consequentemente, minou a confiança da torcida.
O clube ainda não definiu um substituto efetivo. Enquanto isso, Bruno Lazaroni assume o comando de forma interina, numa tentativa de reorganizar o ambiente e manter o foco na reta decisiva do campeonato.
Números da segunda passagem
Diniz encerra sua segunda passagem pelo Vasco após 54 jogos. Nesse período, conquistou 18 vitórias, 14 empates e sofreu 22 derrotas, alcançando 42% de aproveitamento. Ao todo, o time marcou 73 gols e sofreu 72, o que revela um desempenho ofensivo razoável, mas uma defesa constantemente pressionada.
Apesar das oscilações, o técnico levou o clube ao vice-campeonato da Copa do Brasil de 2025, com derrota na final para o Sport Club Corinthians Paulista. Já no Campeonato Brasileiro Série A, deixou o Vasco na 14ª colocação, com 45 pontos, garantindo vaga na Copa Sul-Americana.
Vale lembrar que esta foi a segunda passagem de Diniz por São Januário. Em 2021, ele assumiu a equipe na reta final da Campeonato Brasileiro Série B. Naquele momento, o time reagiu e engatou boa sequência; ainda assim, não conseguiu o acesso à elite.
No fim das contas, Diniz entrega um trabalho que misturou ousadia tática e instabilidade crônica. O futebol dele sempre propõe construção paciente, posse intensa e risco calculado. Quando encaixa, encanta; quando falha, expõe. Agora, o Vasco precisa decidir se dobra a aposta na ideia ou vira a página em busca de pragmatismo. Futebol é projeto, mas também é resultado — e, no Brasil, o cronômetro nunca para.
