Após 40 anos de buscas, mulher encontra pai biológico nos EUA e é adotada legalmente
A adoção formal marcou o desfecho da longa busca de Jennifer Skiles por sua família biológica. Após quase 40 anos de procura, ela conseguiu não apenas localizar o pai biológico, como também oficializar o vínculo em cartório, nos Estados Unidos. A história, confirmada por documentos e depoimentos da própria envolvida, começou na Alemanha, onde nasceu, e continuou em território norte-americano, onde cresceu com uma família adotiva.
Busca pela família biológica começou com documentos
Depois que os pais adotivos morreram, Jennifer decidiu retomar a busca por suas origens. Inicialmente, ela reuniu informações fragmentadas, como um nome e uma antiga localização. Em seguida, solicitou certidões e registros de nascimento.
Além disso, a mudança temporária para a Alemanha permitiu acesso à certidão original. O documento trouxe dados essenciais e impulsionou a investigação. Com essas informações em mãos, ela conseguiu avançar na identificação dos pais biológicos.
O primeiro contato com a mãe ocorreu por telefone. Posteriormente, as duas passaram a se encontrar com frequência e mantiveram convivência por anos. Contudo, doze anos após o reencontro, a mãe morreu em um acidente de carro. Antes disso, porém, compartilhou informações importantes sobre a identidade do pai.
Teste de DNA levou à adoção formal pelo pai biológico
Anos depois, Jennifer realizou um teste genético e combinou os resultados com pesquisas online. Dessa forma, chegou ao nome de Paul Lonardo, morador de Rhode Island. Primeiro, ela enviou uma mensagem. Logo depois, os dois conversaram por telefone.
Quando se encontraram pessoalmente, pai e filha perceberam várias afinidades. Ambos são canhotos e demonstraram interesse pelas origens italianas da família. Com o tempo, as visitas se tornaram frequentes e fortaleceram o vínculo.
Além disso, Lonardo revelou que guardou por décadas uma lembrança do hotel onde conheceu a mãe de Jennifer. O gesto reforçou a conexão emocional entre eles. Diante da relação construída, ele decidiu formalizar a paternidade. Assim, a adoção formal foi concluída recentemente, e Jennifer passou a ter o nome do pai registrado em seus documentos oficiais.
Em entrevista, ela afirmou que queria “o nome do meu pai ligado ao meu”. Por sua vez, Lonardo declarou sentir-se “o homem mais sortudo que alguém pode conhecer”, segundo relatos obtidos pela reportagem.
Por fim, a trajetória de Jennifer mostra como registros civis, pesquisa em arquivos e testes de DNA podem possibilitar reencontros familiares mesmo após décadas de separação.
