Comunidade de Rio Sono protesta por retorno da balsa no Rio Perdido para romper isolamento regional
No domingo (15), cerca de 100 moradores e lideranças comunitárias se reuniram na Fazenda Três Pedras, em Rio Sono, para cobrar o retorno da balsa que fazia a travessia do Rio Perdido — ligação direta entre Rio Sono e Centenário. O encontro, que denunciou o isolamento que persiste há décadas, contou com a presença da prefeita Valdeia Martins; do pioneiro e ex-presidente da Câmara de Lizarda, Antônio Nasário de Castro; do vereador Juca da Mansinha (Rio Sono); e dos vereadores de Centenário Doutor, Erlei Santana, Joana Darc Coelho Costa e Bia.
A prefeita Valdeia Martins informou que já protocolou ofício junto à Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura solicitando a retomada da embarcação e a contratação de três profissionais para operar a travessia. Segundo a gestora, a Prefeitura de Rio Sono dispõe de quase R$ 500 mil em recursos — provenientes de emenda parlamentar do deputado Ricardo Ayres — destinados à recuperação das estradas principais e ramais da região do Três Pedras, assegurando acesso viável até o porto da balsa.

A estrutura original de travessia foi instalada em 1996, mas retirada para reforma em 2000 e jamais devolvida, provocando isolamento entre os municípios de Rio Sono, Centenário e Recursolândia. Atualmente, moradores de Centenário que precisam ir a Palmas enfrentam desvios de quase 300 km por diversas cidades e pela BR-153; a restauração da balsa reduziria consideravelmente o percurso e desafogaria o tráfego na rodovia Belém-Brasília.
Sem a balsa, residentes de Rio Sono realizam longos trajetos por Pedro Afonso para acessar municípios vizinhos. Aproximadamente 150 famílias recorrem diariamente a canoas arriscadas para transportar motos, bicicletas e produtos agrícolas, como farinha e legumes. Para a comunidade local, o retorno do serviço é visto como medida urgente para garantir segurança e fomentar o desenvolvimento econômico regional.
