Acusado de matar 15 pessoas em festival judaico em Sydney comparece a tribunal na Austrália
O australiano Naveed Akram, de 24 anos, acusado de matar 15 pessoas em um ataque a tiros durante um festival judaico na praia de Bondi, em Sydney, compareceu nesta segunda-feira (16) ao Tribunal Local de Downing Centre, na Austrália. Foi a primeira vez que ele participou de uma audiência desde que recebeu alta hospitalar.
Akram participou por videoconferência a partir do Centro Correcional de Segurança Máxima de Goulburn, localizado a cerca de 200 quilômetros de Sydney. Ele não se declarou culpado nem apresentou defesa formal às acusações, que incluem homicídio e ato terrorista.
A audiência foi breve e tratou principalmente da prorrogação de uma ordem judicial que impede a divulgação das identidades de vítimas e sobreviventes que optaram por não se identificar publicamente.

O advogado de defesa, Ben Archbold, afirmou que o acusado está “dentro do esperado” e que ainda é cedo para indicar qual será a linha de defesa adotada.
O ataque ocorreu em 14 de dezembro de 2025, durante uma celebração de Hanukkah na praia de Bondi. Após o tiroteio, houve confronto com a polícia. O pai do acusado, Sajid Akram, de 50 anos, morreu na troca de tiros com agentes de segurança.
O caso é considerado um dos episódios mais graves da história recente do país, apontado como o pior suposto ataque terrorista da Austrália e o mais letal tiroteio em massa em quase três décadas.
Além do processo criminal, três investigações oficiais estão em andamento. Uma delas analisa as interações entre forças policiais e serviços de inteligência antes do atentado, que teria sido inspirado pelo grupo extremista Estado Islâmico. Outra apuração será conduzida por uma comissão real, a mais alta forma de inquérito público na Austrália, que investigará o avanço do antissemitismo no país e as circunstâncias do ataque.
Akram deverá voltar ao tribunal no dia 9 de abril.
