Familiares de presos políticos fazem greve de fome na Venezuela e cobram anistia
Familiares de presos políticos iniciaram neste sábado (14) uma greve de fome em Caracas para pressionar pela libertação de detidos, após o adiamento da votação de uma lei de anistia considerada histórica na Venezuela.
O protesto ocorre em frente ao centro de detenção conhecido como Zona 7, onde parentes estão acampados há mais de um mês. Durante a madrugada, 17 presos políticos foram libertados do local, mas as famílias afirmam que as solturas ainda são insuficientes.
Cerca de dez mulheres deitaram na entrada da prisão e anunciaram a paralisação alimentar. Elas pedem a libertação total dos detidos, conforme promessa feita pela presidente interina Delcy Rodríguez em 8 de janeiro.

A proposta de anistia, apresentada no fim de janeiro, foi adiada duas vezes no Parlamento devido a divergências sobre seu alcance e aplicação. A legislação poderá abranger quase três décadas do período chavista e, se aprovada, deve beneficiar centenas de presos.
De acordo com organizações de direitos humanos, centenas de detidos obtiveram liberdade condicional desde janeiro, mas ainda há presos políticos no país.
Nos últimos dias, familiares chegaram a se acorrentar na entrada da prisão para pressionar as autoridades. Agora, decidiram intensificar o protesto com a greve de fome.
A próxima sessão legislativa está prevista para o dia 19 de fevereiro.
