Trump avalia reduzir tarifas sobre aço e alumínio após pressão política e impacto nos preços
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia reduzir parte das tarifas aplicadas sobre produtos de aço e alumínio, segundo reportagem do Financial Times. A administração americana revisa a lista de itens atingidos e estuda isentar alguns produtos, além de interromper a ampliação das listas tarifárias.
A proposta é concentrar as investigações e cobranças em bens específicos, reduzindo o alcance das medidas que hoje afetam itens de consumo cotidiano. Técnicos do Departamento de Comércio e do escritório do representante comercial dos EUA avaliaram que as tarifas vêm pressionando os preços para consumidores, atingindo produtos como embalagens metálicas e utensílios domésticos.
Trump havia imposto tarifas de até 50% sobre importações de aço e alumínio em 2025 e ampliado a medida para diversos produtos fabricados com esses materiais, incluindo eletrodomésticos e equipamentos domésticos.

Pressão econômica e política
A discussão sobre revisão das tarifas ocorre em meio a sinais de desgaste econômico. Pesquisas recentes apontam que grande parte dos americanos avalia as condições econômicas como regulares ou ruins, e mais da metade considera que as políticas econômicas do governo pioraram o cenário.
O governo já havia concedido isenções para alguns produtos alimentícios em tentativa de conter a inflação e reduzir impactos no bolso dos consumidores.
Congresso pressiona por mudanças
Nesta semana, a Câmara dos Representantes aprovou uma resolução para revogar tarifas contra o Canadá, com apoio de seis parlamentares republicanos. A medida tem caráter simbólico e ainda depende do Senado, além de possível veto presidencial.
Antes da votação, Trump criticou integrantes do próprio partido e afirmou que parlamentares contrários às tarifas poderiam sofrer consequências políticas nas eleições.
Tensão com o Canadá e nova polêmica
O presidente também voltou a gerar debate ao criticar a inauguração da Ponte Internacional Gordie Howe, que ligará Detroit (EUA) a Windsor (Canadá). Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que não permitiria a abertura da estrutura sem negociações comerciais e compensações aos Estados Unidos.
A obra, iniciada em 2018, é considerada estratégica para o comércio entre os dois países e tem previsão de inauguração ainda neste ano.
Apesar das pressões, Trump continua defendendo o uso de tarifas como ferramenta para forçar parceiros comerciais a negociar melhores acordos para os EUA.
