Naturatins reforça participação em workshop nacional sobre Manejo Integrado do Fogo em Pirenópolis GO
Naturatins participa de encontro em Pirenópolis para debater estratégias técnicas do Manejo Integrado do Fogo e fortalecer políticas públicas de conservação
O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), por meio da Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas (Dbap), participou entre os dias 10 e 12 do Workshop sobre Manejo Integrado do Fogo (MIF) no Brasil, realizado em Pirenópolis (GO). O evento reuniu pesquisadores, gestores ambientais do Ibama e do ICMBio, representantes do Ministério Público, além de especialistas de diversas regiões do país.
Organizado com palestras, atividades em grupo e dinâmicas, o encontro teve como objetivos a troca de experiências e a construção de estratégias técnicas para estudos de queimas prescritas, análise de casos em áreas atingidas e o fortalecimento de políticas públicas relacionadas à biodiversidade e à gestão do fogo.

A participação do Naturatins ocorreu em articulação técnica com pesquisadores da Unicamp e da Princeton University (EUA), reconhecendo a experiência do Tocantins na gestão do fogo em Unidades de Conservação (UCs). Pela Ribeiro, diretora de Biodiversidade e Áreas Protegidas do órgão, ressaltou que a presença no workshop amplia o diálogo técnico e contribui para o aprimoramento das ações estaduais. “O MIF é uma ferramenta essencial para conciliar conservação, segurança e sustentabilidade nas áreas naturais”, afirmou.

Manejo Integrado do Fogo
O Manejo Integrado do Fogo é uma prática alicerçada em estudos técnicos e científicos e respaldada pela Lei Federal nº 14.944/2024, que institui a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. A abordagem reconhece que, em biomas como o Cerrado, o fogo faz parte da dinâmica ecológica natural e, quando manejado adequadamente, auxilia na manutenção da biodiversidade, na renovação de espécies vegetais, no controle do material combustível e na prevenção de incêndios de grandes proporções.

O workshop em Pirenópolis reforçou a importância de integrar conhecimento técnico, pesquisa e gestão pública para o desenvolvimento de práticas de manejo do fogo que conciliem conservação e segurança nas diversas realidades ambientais do país.
