Opositor venezuelano Juan Pablo Guanipa é libertado após mais de oito meses preso
O dirigente opositor da Venezuela, Juan Pablo Guanipa, um dos principais aliados de María Corina Machado e crítico do chavismo, foi libertado neste domingo (8) após mais de oito meses de prisão. A informação foi confirmada por seu filho, Ramón Guanipa, por meio das redes sociais.
“Anuncio que meu pai, Juan Pablo Guanipa, foi libertado há poucos minutos. Após mais de oito meses de prisão injusta e mais de um ano e meio separados, toda a nossa família poderá se abraçar novamente em breve”, escreveu Ramón na rede social X.
Em seguida, o próprio opositor confirmou a libertação em vídeo. “Hoje estamos saindo em liberdade. Muito o que falar sobre o presente e o futuro da Venezuela. Sempre com a verdade à frente”, declarou.

María Corina Machado celebrou a soltura do ex-deputado do partido Primeiro Justiça e o chamou de “herói”. “Meu querido Juan Pablo, contando os minutos para te abraçar. Você é um herói e a história reconhecerá isso para sempre. Liberdade para todos os presos políticos”, publicou.
A libertação ocorre no contexto de um processo anunciado pelo presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Segundo a oposição, ao menos 391 presos políticos foram libertados desde 8 de janeiro, enquanto a ONG Foro Penal contabiliza 383 casos.
O governo venezuelano afirma que o processo de libertações teve início em dezembro de 2025 e que cerca de 895 pessoas foram soltas com medidas cautelares, embora não tenha divulgado listas oficiais que permitam a verificação dos dados.
Juan Pablo Guanipa estava na clandestinidade quando foi detido, em 23 de maio de 2025, durante uma operação policial que, segundo o governo, teria desmantelado um suposto plano para “boicotar” as eleições regionais e legislativas e promover “atos terroristas”. Na ocasião, mais de 70 pessoas também foram presas, incluindo estrangeiros.
A última aparição pública de Guanipa havia ocorrido em janeiro de 2025, quando acompanhou María Corina Machado em um protesto em Caracas em defesa da vitória reivindicada de Edmundo González Urrutia nas eleições presidenciais de 2024, resultado rejeitado pela oposição, que denunciou fraude após o Conselho Nacional Eleitoral proclamar Maduro vencedor.
