OMS pede quase US$ 1 bilhão para responder a emergências humanitárias
A Organização Mundial da Saúde lançou seu apelo global para 2026 e informou que busca quase US$ 1 bilhão para responder a 36 emergências em diferentes partes do mundo, incluindo 14 emergências de Grau 3, que exigem o mais alto nível de resposta organizacional. O anúncio foi feito em comunicado divulgado nesta terça-feira (3).
Segundo a OMS, as emergências abrangem crises humanitárias repentinas e prolongadas, nas quais as necessidades de saúde são consideradas críticas. O apelo ocorre em um cenário de “convergência de pressões globais”, com o objetivo de garantir acesso a cuidados de saúde para milhões de pessoas afetadas por conflitos e situações de instabilidade.
Entre as ações previstas estão a manutenção de unidades de saúde essenciais em funcionamento, o fornecimento de suprimentos médicos de emergência, atendimento a vítimas de trauma, prevenção e resposta a surtos de doenças, retomada da imunização de rotina e a garantia de serviços de saúde sexual e reprodutiva, materna e infantil em contextos frágeis.

A organização alerta que conflitos prolongados, os impactos das mudanças climáticas e surtos recorrentes de doenças infecciosas têm ampliado a demanda por apoio emergencial em saúde, enquanto o financiamento humanitário global segue em queda.
Em discurso nesta terça-feira, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou o contraste entre os gastos globais. Segundo ele, as despesas mundiais com defesa já superam US$ 2,5 trilhões por ano, enquanto os recursos destinados à ajuda humanitária e à saúde registram a maior retração da última década.
“O resultado é um abismo cada vez maior entre as necessidades da população e a capacidade do sistema de fornecer recursos”, afirmou Tedros, ao reforçar o apelo por maior compromisso internacional com a saúde em contextos de crise.
