Ataques de separatistas no sudoeste do Paquistão deixam ao menos 125 mortos
Uma série de ataques considerados coordenados deixou ao menos 18 civis e 15 agentes das forças de segurança mortos neste sábado (31), segundo informações oficiais divulgadas por autoridades locais. As ações ocorreram em diferentes pontos de uma região marcada há décadas por conflitos separatistas e instabilidade armada.
De acordo com o balanço mais recente, 92 militantes também morreram durante confrontos e operações de resposta, entre eles três envolvidos em atentados suicidas. As forças de segurança afirmam que os ataques atingiram áreas urbanas e estratégicas, incluindo a capital regional e cidades costeiras.
A região onde ocorreram os ataques enfrenta, há anos, uma insurgência separatista ligada a disputas políticas e econômicas. Apesar de rica em recursos naturais, como minerais e hidrocarbonetos, a área permanece entre as mais pobres do país, cenário frequentemente citado como combustível para a rebelião.

Em comunicado, o braço de comunicação das Forças Armadas informou que os ataques foram registrados em mais de uma dezena de locais. Um grupo separatista local reivindicou a autoria das ações, alegando ter atingido instalações militares, policiais e prédios da administração civil, além de bloquear rodovias para dificultar a chegada de reforços.
A ofensiva ocorreu um dia após o anúncio oficial de que dezenas de rebeldes haviam sido mortos em operações militares recentes. Fontes de segurança ouvidas sob condição de anonimato afirmaram que, apesar de coordenados, os ataques apresentaram falhas de execução atribuídas a planejamento deficiente.
O primeiro-ministro do país elogiou publicamente as forças de segurança e declarou que a luta contra o terrorismo seguirá até a eliminação total dos grupos armados. Nas áreas atingidas, moradores relataram clima de medo, explosões constantes e forte presença policial, com ruas vazias e comércio fechado.
Nos últimos anos, os ataques separatistas se intensificaram, tendo como alvo trabalhadores de outras regiões e empresas estrangeiras ligadas ao setor de energia. Dados de centros independentes de pesquisa apontam que o ano passado foi um dos mais violentos já registrados, com mais de 1.600 mortos, quase metade deles integrantes das forças de segurança.
