Ato de Nikolas reuniu 18 mil pessoas em Brasília, aponta levantamento da USP
A manifestação organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reuniu cerca de 18 mil pessoas em Brasília, neste domingo (25), segundo levantamento do Monitor do Debate Político da USP e da ONG More in Common.
De acordo com a análise, a estimativa considera o pico de público e tem margem de erro de 12%, com variação entre 15,8 mil e 20,1 mil participantes. A contagem foi feita com base em fotos aéreas analisadas por software de inteligência artificial.
O evento foi batizado de “Caminhada pela Paz” e também divulgado como movimento “Acorda, Brasil”. A mobilização ocorreu após uma caminhada de apoiadores que saíram de Paracatu (MG) e seguiram até a capital federal ao longo da semana.

Durante o ato, participantes entoaram coros com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e exibiram faixas pedindo o impeachment. Um carro de som foi posicionado na praça para a realização de discursos.
Contagem por imagens e inteligência artificial
Segundo os organizadores do levantamento, foram registradas imagens em dois horários, às 10h45 e às 15h15, somando 24 fotos. Para o cálculo, foram selecionadas sete imagens feitas às 15h15, momento considerado o pico da aglomeração.
O método utiliza um drone para capturar fotos aéreas e, em seguida, um software identifica e marca automaticamente as pessoas nas imagens, contabilizando os pontos detectados.
Raio atinge área e deixa feridos
Durante a manifestação, um raio atingiu a região, deixando algumas pessoas desacordadas. Ao todo, 72 pessoas precisaram ser socorridas no local. Destas, 32 foram levadas para hospitais, e oito apresentavam condições instáveis, conforme informações divulgadas.
Caminhada teve motivação política
A caminhada liderada por Nikolas Ferreira foi apresentada como um ato simbólico e teve como pauta a crítica à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e às condenações ligadas aos atos de 8 de janeiro de 2023.
Durante o percurso, Nikolas apareceu em vídeos usando colete à prova de balas e afirmou que havia preocupação com possíveis ameaças e infiltrados. Outros nomes da oposição também participaram, como os deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e André Fernandes (PL-CE), além do ex-vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).
