Técnico do Águia de Marabá segue em estado estável na UTI sete dias após acidente na BR-153
O técnico Ronan Tyezer Rodrigues, do Águia de Marabá Futebol Clube, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Gurupi (HRG), no sul do Tocantins, sete dias após o grave acidente envolvendo o ônibus da delegação. Conforme nota da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), Rodrigues está em observação e recebendo atendimento adequado à sua condição clínica nesta quarta-feira (21).
O acidente ocorreu em 15 de janeiro de 2026, no trecho da BR-153 que atravessa Santa Rita do Tocantins. A delegação, composta por integrantes da equipe sub-20 e da comissão técnica, havia partido de Guaratinguetá (SP) com destino ao Pará. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o ônibus colidiu na traseira de um caminhão que estava parado no acostamento. O time havia percorrido quase dois mil quilômetros antes da colisão.
O preparador físico Hecton Alves, de 33 anos, morreu no local. Outros integrantes da equipe e acompanhantes ficaram feridos; entre eles, Ramon Nilton Vieira (31), Renye Silva Farias (41) e uma criança de 11 anos, que já receberam alta hospitalar. Ronan Tyezer continua sob cuidados no HRG.
A delegação do Águia participara da Copa São Paulo de Futebol Júnior (Copinha) 2026, torneio que contou inicialmente com 128 equipes. O clube paraense avançou à segunda fase, sendo eliminado pelo Juventude-RS nos pênaltis. Antes do acidente, Hecton havia compartilhado nas redes sociais uma postagem do técnico Ronan sobre a eliminação, destacando a continuidade do trabalho da equipe apesar do revés.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP-TO) informou que instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do acidente. A 74ª Delegacia de Polícia de Brejinho de Nazaré conduziu perícia no local durante a madrugada de 16 de janeiro. Os motoristas dos veículos envolvidos se apresentaram espontaneamente na 11ª Central de Atendimento da Polícia Civil, em Porto Nacional, e prestaram depoimento; a investigação seguirá com os envolvidos respondendo em liberdade. Segundo depoimento do condutor do caminhão, o veículo havia sofrido pane e estava sinalizado no acostamento no momento da colisão.
