Martínez explica “sumiço” do Corinthians e cita crise no país: “Ruptura inesperada”
O meio-campista José Martínez se pronunciou nesta quarta-feira (21) e explicou por que ainda não se reapresentou ao Corinthians para o início da temporada de 2026. O jogador segue na Venezuela, onde viajou durante as férias, e afirmou que enfrenta dificuldades para renovar o passaporte e regularizar o visto de trabalho.
Em publicação nas redes sociais, Martínez disse que a situação política no país tem dificultado o acesso a serviços básicos prestados por órgãos públicos, o que acabou atrasando o processo de emissão do documento. Segundo ele, o passaporte é essencial não apenas para viagens, mas também para garantir sua condição legal de atuar no Brasil e defender o clube em compromissos internacionais.
A demora gerou incômodo na comissão técnica comandada por Dorival Júnior, e o volante é aguardado pela diretoria até o fim desta semana. O jogador, inclusive, deve seguir como desfalque no clássico contra o Santos, nesta quinta-feira (22), pelo Campeonato Paulista.

Martínez também garantiu que a diretoria e a comissão técnica do Corinthians estão cientes da situação e que ele mantém contato frequente com o clube. O atleta afirmou que espera resolver a pendência o quanto antes e demonstrou vontade de voltar a jogar, dizendo que sente falta da torcida na Neo Química Arena.
Veja a nota oficial de José Martínez:
“Escrevo essa nota para me posicionar a respeito das diversas matérias que estão sendo veiculadas no Brasil a meu respeito.
Inicio explicando: sou venezuelano e, recentemente, meu país passou por um processo de ruptura inesperada no Governo. Isso, é claro, dificulta o acesso a serviços básicos prestados pelos órgãos da Venezuela, o que vem atrasando a possibilidade de renovação de meu passaporte.
Além de ser um documento de viagem, meu passaporte é o que me dá direito a atuar no Brasil, com meu visto de trabalho, e viajar internacionalmente para defender a camisa do Corinthians.
Sou um empregado do Corinthians, clube que defendo com toda a minha raça e amor, time pelo qual eu subo aos gramados mesmo quando as dores me afastariam dele. Estaria muito mais feliz se tivesse iniciado a temporada junto aos meus companheiros, treinando, defendendo essas cores e ajudando o Timão a conquistar vitórias e títulos. Mas por motivos já explicados, hoje eu não consigo fazer isso.
Deixo claro que a comissão técnica e diretoria do Corinthians têm total ciência de todos os passos que estou tomando, por meio de contatos frequentes e sempre respondidos por mim.”
