Promotoria da Coreia do Sul pede pena de morte para ex-presidente
Promotores da Coreia do Sul solicitaram, nesta terça-feira (13), a pena de morte para o ex-presidente Yoon Suk-yeol, acusado de liderar uma insurreição institucional ao decretar a lei marcial em dezembro de 2024. O pedido foi apresentado durante a audiência final do julgamento, realizada em Seul.
Segundo a agência de notícias Yonhap, os promotores especiais classificaram Yoon como o “mentor da insurreição”, afirmando que a imposição da lei marcial representou uma ruptura deliberada da ordem constitucional e um ataque direto às bases democráticas do país.
De acordo com a acusação, a decisão do então presidente foi tomada sem respaldo legal suficiente e teria envolvido o uso das Forças Armadas para restringir liberdades civis, interferir no funcionamento do Parlamento e intimidar instituições do Estado. Para os promotores, a gravidade dos atos justifica a aplicação da pena máxima prevista na legislação sul-coreana.

A declaração de lei marcial em 2024 desencadeou uma profunda crise política no país, com protestos em massa, reação do Legislativo e forte pressão da sociedade civil. Poucos meses depois, Yoon Suk-yeol foi afastado do cargo e passou a responder criminalmente pelos acontecimentos.
A defesa do ex-presidente nega que tenha havido tentativa de golpe ou insurreição e sustenta que a medida foi adotada diante de uma suposta ameaça à segurança nacional. Os advogados pedem absolvição ou, alternativamente, a aplicação de pena reduzida.
A sentença ainda não tem data para ser anunciada. Caso seja condenado à morte, Yoon se tornará o primeiro ex-presidente sul-coreano a receber esse tipo de pena desde a redemocratização do país, embora a Coreia do Sul mantenha uma moratória informal sobre execuções há décadas.
