Equador restringe entrada de venezuelanos ligados ao governo Maduro após captura anunciada pelos EUA
O Equador anunciou neste sábado (3) a restrição da entrada de venezuelanos ligados ao governo de Nicolás Maduro, após a captura do líder venezuelano em uma incursão militar ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A medida foi comunicada pelo Ministério das Relações Exteriores equatoriano, que informou que ficará limitada a entrada de “funcionários públicos, membros das forças armadas e de segurança, empresários e outras pessoas associadas ou vinculadas” à presidência de Maduro. Segundo a chancelaria, a decisão tem como objetivo “salvaguardar a segurança nacional”.
O presidente equatoriano, Daniel Noboa, considerado um dos principais aliados de Trump na região, celebrou publicamente a prisão de Maduro e sua transferência para os Estados Unidos, onde o venezuelano enfrenta acusações de narcotráfico e terrorismo na Justiça norte-americana.

Em nota, o governo do Equador também advertiu que não permitirá o uso “abusivo ou indevido” dos mecanismos de asilo e refúgio, sinalizando um endurecimento da política migratória diante do novo cenário regional.
Medidas semelhantes já foram adotadas por Argentina e Peru, que também restringiram o ingresso de pessoas vinculadas ao governo venezuelano após o anúncio da captura de Maduro, que estaria detido em uma prisão de Nova York, aguardando apresentação formal à Justiça dos Estados Unidos.
A decisão do Equador amplia o isolamento diplomático do chavismo na América do Sul e reforça o alinhamento de governos da região à ofensiva liderada por Washington contra o regime venezuelano.
